Educação e tecnologia em perspectiva crítica: traduções de textos de Neil Selwyn chegando!

Com enorme satisfação, compartilharemos, nos próximos dias, traduções para o português de dois textos excelentes do sociólogo da Educação e Tecnologia Neil Selwyn, professor titular na Universidade de Monash, em Melbourne, na Austrália.  Neil é um dos autores mais interessantes na área da Educação e Tecnologia no idioma inglês (seu trabalho já foi mencionado em algumas postagens passadas), de modo que é com grande alegria que disponibilizaremos aqui uma pequena amostra de sua produção (recomendadíssima, aliás) como material para “degustação” e difusão entre leitores e estudiosos lusófonos interessados na área.

Ainda que a escrita de Neil seja incrivelmente lúcida e “fluida”, e ainda que seus livros sejam apresentados como livros-texto destinados a um público não especializado, o autor articula ideias complexas de áreas como a Filosofia e a Sociologia e incorpora muitos neologismos e “regionalismos” (alguma linguagem coloquial), tornando os textos de difícil compreensão para quem não tem uma fluência mínima no idioma. Assim, com o seu aval, preparei traduções para usarmos na disciplina que ministramos no semestre que se encerra (2016.2), Educação e Tecnologia: perspectivas críticas (assunto para outro post!), traduções que circularemos aqui em versão aprimorada e formatada para leitura em e-readers.

Neil defende uma posição inteiramente consistente com as formas de pensar que temos construído coletivamente no grupo TICPE, sintetizadas em termos de uma demanda por maior contextualização e historicidade na discussões sobre a relação entre educação e tecnologia. Em primeiro lugar está a ideia de que é essencial que estejamos atentos à linguagem utilizada nas discussões sobre Educação e Tecnologia, posição também defendida por Neil, por exemplo, neste artigo. Além disso, sentimos um forte incômodo com o uso indiscriminado de categorias macro (como “nativos digitais” – assunto de um post passado), em particular, na ausência de recurso à empiria, como vê-se no gênero “futurologia”, que parece estar sempre a descrever um mundo que “poderia ser” como se fosse o mundo “que é”. Neil aborda tais questionamentos de forma acessível, direta e sempre bem fundamentada em uma ampla gama de literatura acadêmica pertinente e dados empíricos.

Os capítulos são relativamente longos, e a tradução foi trabalhosa (e, como sempre, permanece incompleta no sentido em que detalhes sempre nos escapam, independentemente de quantos “pares de olhos” se debrucem em revisões), então, para nós, faz todo sentido compartilhar os textos com colegas e estudantes para além do nosso PPGE. Esperamos que os textos circulem amplamente e venham a apoiar discussões tão interessantes quanto as que temos conduzido com os nossos alunos.

As traduções serão disponibilizadas também em meu perfil na plataforma academia.edu, site onde Neil mantém um perfil que utiliza para circular parte de sua produção.

Volto amanhã com o primeiro texto, mas, deixo com vocês uma curta entrevista com Neil, realizada em um evento organizado em 2016 pelo Centro de Estudios Fundación Ceibal, no Uruguai. Sua fala (com legendas em castelhano), apresentada em duas partes, aborda temáticas que constituem alguns dos rótulos mais comentados atualmente na Tecnologia Educacional, incluindo Analítica da Aprendizagem (Learning Analytics) e BYOD (Bring Your Own Device – Traga Seu Próprio Artefato), mas seus questionamentos, como sempre, são estruturados em torno de temas e problemas educacionais. 

Parte 1

Parte 2

 

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