Autor: Jaciara de Sá Carvalho

Professora e pesquisadora interessada em Educação, cidadania e tecnologias.

Primeira do ano: anais do TicEduca (Lisboa)

ticeducaComeçamos bem o ano com o recebimento das Atas do IV Congresso Internacional TIC e Educação 2016: Tecnologias Digitais e o Futuro da Escola, onde foram publicados os trabalhos apresentados no ticEduca 2016, realizado em setembro/2016 no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

Naquele período, publicamos aqui apenas os resumos dos artigos remetidos por mim e por Giselle e Stella (em parceria com orientandas). Agora, os interessados podem conferir a íntegra de nossos trabalhos e de outros colegas deste evento bianual.

Vale dar uma olhada nos pertinentes eixos que abrangem uma gama interessante de objetos de estudo.

 

Curso online que contou com docente da TICPE recebe prêmio

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Com alegria, recebo a notícia de que o curso online Educação e Participação em rede venceu o 8º Prêmio ARede Educa 2016 na categoria Educação a Distância/Sociedade Civil. Fui uma das autoras, a convite do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e que contou com o envolvimento de estudantes e professores da Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP em uma das etapas de criação.

:: O Prêmio – Em sua nona edição, contemplando diversas categorias, foram premiadas  52 iniciativas públicas e privadas de todo o país, da educação básica à superior. Os trabalhos fornecem um panorama do que vem sendo feito quanto à “boas práticas”, contribuindo para compartilhar esses projetos e inspirar a criação de novos. As iniciativas podem ser conhecidas por meio de reportagens que compõem o Anuário ARede 2016-2017 (abaixo). As páginas 124 e 125 apresentam uma reportagem sobre o curso, com trechos de uma entrevista realizada comigo.

:: O curso – É online, gratuito e aberto a qualquer pessoa interessada pela temática que leva seu nome: Educação e participação em rede.  Por ter um caráter mais autoinstrucional (ainda que conte com um fórum de discussão), o desafio foi justamente proporcionar aprofundamento da ideia de rede, de participação em rede (virtual e no território) e sua relação com educação integral sem que a interação e a colaboração fossem a estrutura da proposta pedagógica.

Uma das estratégias adotadas para a percepção de nós e conexões – elementos que estruturam as redes – foi a construção de um curso baseado em vídeos, materiais e atividades sem percurso pré-definido, no qual cada participante tem a liberdade de iniciar sua formação a partir de qualquer . Assim, a navegação não obedece uma sequência didática preestabelecida entre seus conteúdos, ainda que estes estejam organizados em três eixos temáticos: Conexão em rede, Participação em rede Educação em rede. São essas temáticas, aliás, que pautaram as gravações dos vídeos com especialistas. As atividades foram elaboradas de modo a provocar nos participantes reflexões sobre sua participação e de outros sujeitos em redes, sobre concepções de educação e o que implica tratar de educação integral.

Mais informações a respeito dele e de quando serão ofertadas novas turmas podem ser conferidas no site do projeto Educação&Participação, responsável pela inciativa. Abaixo, vídeo que apresenta o curso:

Tecnologia educacional: por uma perspectiva histórica e contextualizada

“A Tecnologia Educacional (TE) pode ser entendida como um campo de pesquisa, desenvolvimento e aplicação que se constitui por pautas diversas e é marcado por múltiplas contradições, conflitos e tensões, de forma consistente com a perspectiva do sociólogo da TE Neil Selwyn”.

Como ilustração das possibilidades abertas por essa forma de pensar a TE, a Profa. Giselle Ferreira tomou o exemplo de dois verbetes – Educação/Aprendizagem Aberta/Aprendizagem Aberta a Distância e Inclusão Tecnológica para provocar reflexões durante  o Simpósio Internacional de Educação a Distância realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os verbetes foram elaborados em colaboração com a Profa. Jaciara de Sá Carvalho e serão publicados em 2017 no Dicionário Crítico de Tecnologia Educacional, organizado pelo Prof. Daniel Mill (UFSCar).

“Em ambos os verbetes, figuram proeminentemente, como eixos organizadores do argumento proposto, as antinomias ‘inovação vs. tradição e ‘inclusão vs. exclusão’, que refletem uma polarização identificada na literatura da área entre visões ‘prometeicas’ e ‘fáusticas’ acerca da relação entre a técnica e o humano. Nessa perspectiva, a discussão na área precisaria adotar abordagens que considerem questões histórico-filosóficas e resgatem a importância das especificidades contextuais na pesquisa empírica, de modo a possibilitar a discussão de implicações da historicidade dos significados atribuídos a rótulos em diferentes lugares e tempos”- sugere a Prof. Giselle.

Sua palestra integrou a Mesa Temática Pesquisa em Educação a Distância e Tecnologias Educacionais: cenários, métodos e importância da qual também participaram os professores doutores Vani Kenski (ABED/SITE/USP) e Fernando Fidalgo (UFMG). Confira a gravação da mesa no vídeo abaixo:

 

 

Retrato da EaD no Brasil pelo MEC

Começou hoje o Congresso Internacional ABED de Educação a Distância (22º CIAED) em Águas de Lindóia (SP) e cá estou para acompanhar e participar da mesa Redes Sociais e Educação com a Profª Vani Kenski (Fe/USP) e José Erigleidson da Silva (PUC-SP), nesta terça (20/9).

Hoje à tarde, fui conferir o Encontro para diálogo entre a comunidade brasileira de EaD e o Ministério da Educação, em que participaram alguns representantes do MEC.

Quero destacar as intervenções oportunas do presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) no que diz respeito à expansão da EaD no País. Luiz Roberto Curi chama atenção para o caráter da expansão, chamando a sociedade para a seguinte questão :”o que se quer da expansão da EaD?”. Segundo Curi, a expansão da EaD até hoje não conseguiu alterar:

  • a quantidade de vagas por região: a oferta é maior em locais que já possuem muitas instituições oferecendo Educação Superior presencial – disparado o Sudeste.
  • a concentração de cursos que tradicionalmente são ofertados pela modalidade (pedagogia, administração, direito, ciências contábeis).

Um dos desafios para a EaD é dialogar com o Plano Nacional de Educação para que sejam dobradas o número de matrículas de jovens de 18 a 24 anos na Educação Superior. “O processo de expansão não pode ser desvinculado das políticas públicas” e, mesmo, das políticas que as instituições privadas possuem – elas também devem considerar a desproporcionalidade da distribuição da EaD no país, segundo Curi. Diante de uma platéia onde estavam muitos representantes de instituições de ensino, o representante do CNE chamou atenção das instituições (privadas e públicas) para apresentarem propostas que “atendam a necessidade da sociedade brasileira e não de um ator ou grupo”. Os dados são alarmantes: 66% dos municípios brasileiros não tem Educação Superior. “É preciso discutir expansão da EaD diante das necessidades do país”, disse.

Antes de Curi, Joana D’Arc Ribeiro, da Secretaria de Educação Superior do MEC, apresentou slides que ajudam a ter um retrato da Educação Superior a distância no país. Algumas fotos da apresentação não estão muito boas, mas achei que vale compartilhar. Chamo atenção para a listagem da regulamentação da EaD, incluindo uma nova Resolução muito comentada no evento (Nº1/2016).

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Apresentação virtual no European Conference on Education

Alguns congressos internacionais tem disponibilizado os trabalhos dos pesquisadores antes mesmo de sua apresentação. É o caso do European Conference on Education 2016 (ECE2016), organizado pelo International Academic Forum (IAFOR). O congresso será realizado na cidade de Brighton, no sul da Inglaterra a partir de amanhã.

Sob o formato de “pôster virtual”, a doutoranda Simone Markenson, orientada pela Profa. Giselle Ferreira, apresentará no evento  o trabalho Design patterns in educational contexts: an approach to support teaching with technologies? (Patterns pedagógicos em contextos educacionais: uma abordagem de apoio ao ensino com as tecnologias?)

O Congresso será realizado entre os dias 29 de junho e 3 de julho, mas já é possível conferir a apresentação (em inglês) de Simone, decorrente de pesquisa que vem desenvolvendo na linha TICPE/UNESA.

Link de acesso ao resumo e pôster virtual: http://papers.iafor.org/submission32297/.

Design Patterns in Educational Contexts: An Approach to Support Teaching with Technologies? from IAFOR on Vimeo.

 

Boas-vindas aos novos mestrandos

Queremos compartilhamos com vocês, leitores, a alegria de receber os novos mestrandos vinculados à linha TICPE que vêm somar o corpo de alunos do nosso Programa. Na última quinta-feira (3/3/16), o Prof. Tarso Mazzotti, coordenador do Programa, professores e equipe técnica participaram da recepção dos ingressantes, além dos antigos estudantes. Os (agora) colegas aproveitaram a oportunidade para fornecerem dicas e tentarem expressar esse novo momento de vida que se inicia.

Nossas boas-vindas à Catarina Renice e Rita Martins – orientandas da Profª Jaciara de Sá Carvalho; Aline Mattos e Kauan Pessanha – Profª Stella Pedrosa; Adalberto Rocha, Gracinda Creco e Adriana Simões – da Profª Giselle Ferreira, coordenadora da linha TICPE.

Sejamos todos felizes nesse percurso, estimulante para todos nós!

PS: Aproveitamos para informar que o próximo processo de seleção para o mestrado e o doutorado do Programa deverá ser realizado em meados de junho deste ano.