Educação a Distância

e-Book “Education and technology: critical approaches”

CAPA_EBOOK_TIPCE_2017Following months of hard work, we are finally ready to publish our 2017 e-book, Education and Technology: critical approaches. This bilingual collection brings together 12 chapters written by researchers based in Brazil, Australia, Scotland, England and USA. The work has been edited by Giselle Ferreira, Alexandre Rosado e Jaciara Carvalho, members of the ICT in Educational Processes Research Group, who maintain this blog (mostly in Portuguese – at least so far!).

From the editors’ Introduction:

This volume offers a measure of sobriety in reaction to the excesses and hyperboles found in the mainstream literature on Education and Technology. The pieces (…) tackle questions of power and consider contextual and historical specificities, escaping the usual euphoria that surrounds digital technology and adopting different perspectives on our current historical moment.

Organised in three parts  – Scenarios, Specifities e Historicity – the book includes 24 suggestive imagens (here, as a gif) created by the Polish artist Pawel Kuczynski, who kindly agreed to our using them in this project. All of our publications include artwork that speaks to us in different ways, and Pawel’s images are particularly suitable for the issues dealt with in the latest volume.

Following the editors’ Introduction, the e-book includes a Preface by Ralph Bannell (PUC-Rio, Brazil), which, ‘inspired on recent developments in Phenomenology’, highlights questions of power and ‘outlines new possibilities co conceive the processes of cognition and learning’.

This excerpt from the Introduction explains the structure of the volume:

Parte I, Scenarios, includes four chapters that, as a whole, suggest ways to uncover and critically analyse continuities and discontinuities in Education and Technology.Pawel Kuczynski Neil Selwyn (Monash University, Australia) recovers Neil Postman’s seven critical questions as the basis for specific, clear and direct reflection on the area. Raquel Barreto (UERJ, Brazil) e Richard Hall (De Montfort University, England) discuss, with many commonalities, implications to Compulsory Education in Brazil and Higher Education in the North, respectively, of the current trend towards the mechanisation of relationships, processes and actions implicated in education. Completing the part, the organisers present preliminary findings of a review of academic literature in Portuguese, suggesting much work remains to be done before the area establishes itself in academic terms.

Subsequently, Part II, Specificities, discusses specific current themes. Giota Alevizou (UK Open University) analyses the relationship between Education and Media, discussing, in particular, the implications of the current ‘datafication’ of educational processes. Jeremy Knox (University of Edinburgh, Scotland) critically examines MOOC, which have been growing significantly in the USA and Europe and gradually arrive in Brazil, echoing their international expansion as large initiatives involving Higher Education Institutions (e.g. USP) and startups supported by venture capital (e.g. Veduca). Closing the part, Lesley Gourlay (Institute of EducationUniversity College London, England) proposes a critique of the binary ‘digital’ vs. ‘analogue’ and argues for the relevance of sociomaterial approaches.

The four chapters that compose Part III, Historicity, illustrate the importance of historical knowledge in contextualising and understanding the current status of technologies in education. Historicity is, for us, a key idea that needs to be more widely integrated in research into Education and Technology. Martin Weller (UK Open University) describes the development of the Open Educational Resources / Open Education movement from the perspective of an actor involved in this development since its inception, at the end of the 1990s. The subsequent chapters are texts we consider essential reading for anyone interested in Education and Technology. By Audrey Watters (California, USA), the ‘Cassandra of EdTech’, two chapters are included that were taken from her first collection of essays and talks, The Monsters of Educational Technology. (…) The part concludes with a ‘classic’ essay by Richard Barbrook e Andy Cameron (in memoriam), University of Westminster (England), which analyses ideological aspects that underlie the current digital technology industry, also on a historical-critical basis.

Educational and Technology: critical approaches will be launched locally in a small event at UNESA, in Rio de Janeiro, on the 4 May, with guest lectures by Ralph Bannell and Raquel Barreto.

Click here to download the book.

Publicação do e-Book TICPE 2017: agora é baixar e ler!

CAPA_EBOOK_TIPCE_2017Após meses de muito trabalho, disponibilizamos neste post o nosso e-book de 2017, Educação e Tecnologia: abordagens críticascompartilhado sob uma licença Creative Commons. A coletânea bilíngue reúne 12 capítulos de pesquisadores do Brasil, Austrália, Escócia, Estados Unidos, Inglaterra e Reino Unido e foi organizado por Giselle Ferreira, Alexandre Rosado e Jaciara Carvalho, integrantes do grupo TICPE.

Segundo a Apresentação dos organizadores:

“O volume oferece uma dose de sobriedade em reação aos excessos e exageros encontrados na literatura mainstream na área da Educação e Tecnologia. Os textos (…) abordam questões de poder e consideram especificidades contextuais e históricas, escapando da usual euforia em torno da tecnologia digital e partindo de perspectivas diversas do momento histórico que vivemos”.

Organizados em três partes – Cenários, Especificidades e Historicidade – os capítulos do e-book são intercalados por 24 imagens sugestivas (aqui, em gif) do artista polonês Pawel Kuczynski. Já é uma “tradição” nas publicações da TICPE apresentar ilustrações de artistas cujo trabalho provoca nosso grupo de pesquisa.

Após a Apresentação dos organizadores, o e-book apresenta um texto introdutório, de Ralph Bannell (PUC-Rio), “com inspiração em desenvolvimentos recentes na vertente fenomenológica da Filosofia”, que destaca questões de poder e “esboça novas possibilidades de conceber os processos da cognição e da aprendizagem”.

Mais um trecho da Apresentação, que explica a estrutura do volume:

A Parte I, Cenários, incPawel Kuczynskilui quatro capítulos que, no conjunto, sugerem caminhos para desvelar e criticamente analisar o cenário de continuidades e descontinuidades na Educação e Tecnologia. Neil Selwyn (Universidade de Monash, Austrália) retoma sete questões críticas propostas por Neil Postman como base para propor questionamentos objetivos, claros e específicos à área. Na sequência, Raquel Barreto (UERJ) e Richard Hall (Universidade De Montfort, Inglaterra) discutem, com muitos pontos de contato, implicações à Educação Básica no Brasil e à Educação Superior no hemisfério norte, respectivamente, da tendência corrente à mecanização das relações, processos e ações implicadas na educação. Completando a parte, os organizadores apresentam achados preliminares de um levantamento bibliográfico da produção na área em língua portuguesa, sugerindo que há muito trabalho a ser feito para que essa se estabeleça em termos acadêmicos.

Na sequência, a Parte II, Especificidades, apresenta discussões de temáticas atuais específicas. Giota Alevizou (Open University do Reino Unido) analisa o interlace da Educação com as Mídias, discutindo, em particular, as implicações do processo corrente de “datificação” dos processos educacionais. Jeremy Knox (Universidade de Edimburgo, Escócia) examina criticamente os MOOC, que, nos EUA e na Europa, têm se expandido significativamente, e, aos poucos, chegam ao Brasil em formas que ecoam as grandes iniciativas de instituições de Educação Superior e de startups apoiadas por capitalistas de risco. Finalizando a parte, Lesley Gourlay (Institute of EducationUniversity College London/ Inglaterra) parte de uma crítica à antinomia “digital” vs. “analógico” e argumenta a relevância de abordagens sociomateriais.

Os quatro capítulos que compõem a Parte III, Historicidade, ilustram a importância do conhecimento histórico como base para a contextualização e a compreensão da atual situação das tecnologias na educação. Historicidade é, para nós, uma das ideias estratégicas que precisam ser mais amplamente integradas em estudos da Educação e Tecnologia. Martin Weller (Open University do Reino Unido) relata o desenvolvimento do movimento dos Recursos Educacionais Abertos/Educação Aberta, no qual tem participado ativamente desde os seus primórdios, ainda no final da década de 1990. Os capítulos seguintes são textos que consideramos leitura essencial para qualquer interessado na área da Educação e Tecnologia. De Audrey Watters (EUA), a “Cassandra da Tecnologia Educacional”, incluímos dois capítulos de The Monsters of Educational Technology. A parte conclui com um texto “clássico” de Richard Barbrook e Andy Cameron (in memoriam), da Universidade de Westminster (Inglaterra), que analisa, a partir de uma base histórico-crítica, questões ideológicas que permeiam a indústria da tecnologia digital atual.

Educação e Tecnologia: abordagens críticas será lançado em evento presencial na UNESA, no Rio de Janeiro, em 4 de maio, com palestras do Prof. Ralph Bannell e da Profª Raquel Barreto. Você está convidado/a!

Clique aqui para baixar o livro.

Curso online que contou com docente da TICPE recebe prêmio

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Com alegria, recebo a notícia de que o curso online Educação e Participação em rede venceu o 8º Prêmio ARede Educa 2016 na categoria Educação a Distância/Sociedade Civil. Fui uma das autoras, a convite do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e que contou com o envolvimento de estudantes e professores da Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP em uma das etapas de criação.

:: O Prêmio – Em sua nona edição, contemplando diversas categorias, foram premiadas  52 iniciativas públicas e privadas de todo o país, da educação básica à superior. Os trabalhos fornecem um panorama do que vem sendo feito quanto à “boas práticas”, contribuindo para compartilhar esses projetos e inspirar a criação de novos. As iniciativas podem ser conhecidas por meio de reportagens que compõem o Anuário ARede 2016-2017 (abaixo). As páginas 124 e 125 apresentam uma reportagem sobre o curso, com trechos de uma entrevista realizada comigo.

:: O curso – É online, gratuito e aberto a qualquer pessoa interessada pela temática que leva seu nome: Educação e participação em rede.  Por ter um caráter mais autoinstrucional (ainda que conte com um fórum de discussão), o desafio foi justamente proporcionar aprofundamento da ideia de rede, de participação em rede (virtual e no território) e sua relação com educação integral sem que a interação e a colaboração fossem a estrutura da proposta pedagógica.

Uma das estratégias adotadas para a percepção de nós e conexões – elementos que estruturam as redes – foi a construção de um curso baseado em vídeos, materiais e atividades sem percurso pré-definido, no qual cada participante tem a liberdade de iniciar sua formação a partir de qualquer . Assim, a navegação não obedece uma sequência didática preestabelecida entre seus conteúdos, ainda que estes estejam organizados em três eixos temáticos: Conexão em rede, Participação em rede Educação em rede. São essas temáticas, aliás, que pautaram as gravações dos vídeos com especialistas. As atividades foram elaboradas de modo a provocar nos participantes reflexões sobre sua participação e de outros sujeitos em redes, sobre concepções de educação e o que implica tratar de educação integral.

Mais informações a respeito dele e de quando serão ofertadas novas turmas podem ser conferidas no site do projeto Educação&Participação, responsável pela inciativa. Abaixo, vídeo que apresenta o curso:

Tecnologia educacional: por uma perspectiva histórica e contextualizada

“A Tecnologia Educacional (TE) pode ser entendida como um campo de pesquisa, desenvolvimento e aplicação que se constitui por pautas diversas e é marcado por múltiplas contradições, conflitos e tensões, de forma consistente com a perspectiva do sociólogo da TE Neil Selwyn”.

Como ilustração das possibilidades abertas por essa forma de pensar a TE, a Profa. Giselle Ferreira tomou o exemplo de dois verbetes – Educação/Aprendizagem Aberta/Aprendizagem Aberta a Distância e Inclusão Tecnológica para provocar reflexões durante  o Simpósio Internacional de Educação a Distância realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os verbetes foram elaborados em colaboração com a Profa. Jaciara de Sá Carvalho e serão publicados em 2017 no Dicionário Crítico de Tecnologia Educacional, organizado pelo Prof. Daniel Mill (UFSCar).

“Em ambos os verbetes, figuram proeminentemente, como eixos organizadores do argumento proposto, as antinomias ‘inovação vs. tradição e ‘inclusão vs. exclusão’, que refletem uma polarização identificada na literatura da área entre visões ‘prometeicas’ e ‘fáusticas’ acerca da relação entre a técnica e o humano. Nessa perspectiva, a discussão na área precisaria adotar abordagens que considerem questões histórico-filosóficas e resgatem a importância das especificidades contextuais na pesquisa empírica, de modo a possibilitar a discussão de implicações da historicidade dos significados atribuídos a rótulos em diferentes lugares e tempos”- sugere a Prof. Giselle.

Sua palestra integrou a Mesa Temática Pesquisa em Educação a Distância e Tecnologias Educacionais: cenários, métodos e importância da qual também participaram os professores doutores Vani Kenski (ABED/SITE/USP) e Fernando Fidalgo (UFMG). Confira a gravação da mesa no vídeo abaixo:

 

 

Retrato da EaD no Brasil pelo MEC

Começou hoje o Congresso Internacional ABED de Educação a Distância (22º CIAED) em Águas de Lindóia (SP) e cá estou para acompanhar e participar da mesa Redes Sociais e Educação com a Profª Vani Kenski (Fe/USP) e José Erigleidson da Silva (PUC-SP), nesta terça (20/9).

Hoje à tarde, fui conferir o Encontro para diálogo entre a comunidade brasileira de EaD e o Ministério da Educação, em que participaram alguns representantes do MEC.

Quero destacar as intervenções oportunas do presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) no que diz respeito à expansão da EaD no País. Luiz Roberto Curi chama atenção para o caráter da expansão, chamando a sociedade para a seguinte questão :”o que se quer da expansão da EaD?”. Segundo Curi, a expansão da EaD até hoje não conseguiu alterar:

  • a quantidade de vagas por região: a oferta é maior em locais que já possuem muitas instituições oferecendo Educação Superior presencial – disparado o Sudeste.
  • a concentração de cursos que tradicionalmente são ofertados pela modalidade (pedagogia, administração, direito, ciências contábeis).

Um dos desafios para a EaD é dialogar com o Plano Nacional de Educação para que sejam dobradas o número de matrículas de jovens de 18 a 24 anos na Educação Superior. “O processo de expansão não pode ser desvinculado das políticas públicas” e, mesmo, das políticas que as instituições privadas possuem – elas também devem considerar a desproporcionalidade da distribuição da EaD no país, segundo Curi. Diante de uma platéia onde estavam muitos representantes de instituições de ensino, o representante do CNE chamou atenção das instituições (privadas e públicas) para apresentarem propostas que “atendam a necessidade da sociedade brasileira e não de um ator ou grupo”. Os dados são alarmantes: 66% dos municípios brasileiros não tem Educação Superior. “É preciso discutir expansão da EaD diante das necessidades do país”, disse.

Antes de Curi, Joana D’Arc Ribeiro, da Secretaria de Educação Superior do MEC, apresentou slides que ajudam a ter um retrato da Educação Superior a distância no país. Algumas fotos da apresentação não estão muito boas, mas achei que vale compartilhar. Chamo atenção para a listagem da regulamentação da EaD, incluindo uma nova Resolução muito comentada no evento (Nº1/2016).

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Apresentação virtual no European Conference on Education

Alguns congressos internacionais tem disponibilizado os trabalhos dos pesquisadores antes mesmo de sua apresentação. É o caso do European Conference on Education 2016 (ECE2016), organizado pelo International Academic Forum (IAFOR). O congresso será realizado na cidade de Brighton, no sul da Inglaterra a partir de amanhã.

Sob o formato de “pôster virtual”, a doutoranda Simone Markenson, orientada pela Profa. Giselle Ferreira, apresentará no evento  o trabalho Design patterns in educational contexts: an approach to support teaching with technologies? (Patterns pedagógicos em contextos educacionais: uma abordagem de apoio ao ensino com as tecnologias?)

O Congresso será realizado entre os dias 29 de junho e 3 de julho, mas já é possível conferir a apresentação (em inglês) de Simone, decorrente de pesquisa que vem desenvolvendo na linha TICPE/UNESA.

Link de acesso ao resumo e pôster virtual: http://papers.iafor.org/submission32297/.

Design Patterns in Educational Contexts: An Approach to Support Teaching with Technologies? from IAFOR on Vimeo.

 

Cidadania no século XXI a partir de uma perspectiva freiriana

A Faculdade de Educação da University of British Columbia, em Vancouver (Canadá), promove nos próximos dias 6 e 7 de maio a “Conferência Internacional sobre Paulo Freire” (tradução minha), reunindo pesquisadores de várias partes do mundo que investigam, refletem e desenvolvem práticas sob perspectiva freiriana. Jaciara de Sá Carvalho, professora do PPGE-UNESA e integrante da linha TICPE, participará com trabalho no primeiro dia do evento.
Sua exposição apresentará uma compreensão de cidadania desenvolvida a partir do estudo de livros de Paulo Freire e de autores afinados ao seu pensamento, como Boaventura Souza Santos, Edgar Morin e Moacir Gadotti, que orientou sua tese. A ideia de cidadania que será apresentada é parte de sua pesquisa defendida em 2015 na USP.

No estudo, a profª Jaciara partiu da associação de cidadania a direitos e deveres – também expressa por Freire – para a busca de um sentido mais condizente com o conjunto de sua obra, ultrapassando as fronteiras dos Estados-Nação. Chegou à proposição de

cidadania como uma condição permanentemente conquistada pelos sujeitos por meio do desenvolvimento da consciência crítica, que implica práticas baseadas em referenciais éticos e sociais comprometidos em promover mais vida a todos os seres e a Terra, rumo à construção de uma sociedade de caráter planetário.(CARVALHO, 2015, p. 50).

Freire se considerava um “cidadão do mundo”, e seus escritos podem ser associados à ideia de planetarização, perspectiva que se opõe à globalização competitiva e destrutiva. A compreensão de cidadania apresentada fundamenta-se no conceito de conscientizaçãodo autor, que levaria à participação ativa dos sujeitos na construção de outras realidades, não se restringindo à busca da efetivação de direitos e ao cumprimento de deveres. Uma ideia de cidadania atrelada ao processo permanente de conscientização e sob o paradigma da planetaridade faria jus à obra e legado freiriano e faria frente aos desafios atuais da humanidade.

Para saber mais sobre a discussão, confira o primeiro capítulo da tese clicando aqui.

Para mais informações sobre o evento, clique aqui.