Projetos

Mapeamento: impacto de REA

O projeto Open Educational Resources Research Hub, OERRH, conduzido no Institute of Educational Technology da Open University do Reino Unido, está desenvolvendo um mapa interessantíssmo. O mapa agrega dados que indicam o impacto de REA pelo mundo, propiciando uma forma de organizar evidência relativa ao desenvolvimento do movimento REA segundo 11 hipóteses. A especificidade do mapa do OERRH está, penso eu, no foco em evidência, ou seja, vai muitos passos além da catalogação de iniciativas, repositórios e projetos REA (em si, uma tarefa nada trivial, já que há muitos).

Em Resources estão listados links para outros projetos de mapeamento, incluindo o projeto MIRA, conduzido na UNICAMP com financiamento da Fundação William e Flora Hewlett, bem como sugestões de ferramentas interessantes. Na página está também incluído o link da iniciativa OER Knowledge Cloud da UNESCO/CoL via AthabascaOpen Universiteit da Holanda.

Para quem está pesquisando ou querendo aprender sobre REA, esses sites oferecem bases de dados de trabalhos acadêmicos e outros recursos potencialmente úteis – vale explorar!

Clique aqui para acessar o mapa do OERRH.

Clique aqui para acessar a homepage da OER Knowledge Cloud.

 

 

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Webinar do projeto OERRH – 13 de março

Na semana que vem, quinta, 13 de março, estará acontecendo mais um webinar promovido pelo Open Educational Resources Research Hub, projeto conduzido na Open University do Reino Unido com o apoio da Fundação William e Flora Hewlett. Martin Weller, do Instituto de Tecnologia Educacional da Open e um dos coordenadores do projeto, será o facilitador da discussão, intitulada Exploring the battle for openness, que focalizará questões relativas a Abertura na Educação.

Clique aqui para ver a chamada original (penso que ainda é possível inscrever-se no evento – em inglês). 

Martin explicou que estará compartilhando ideias do novo livro que está escrevendo, Battle for Openness – em seu blog, há alguns posts relativos a isso, e neste aqui, especificamente, o autor se aventura a examinar questões de cunho político. Infelizmente, quintas são os dias mais atarefados no PPGE, então não poderei participar, mas acho que será bastante interessante, no mínimo pela forma despretensiosa com a qual ele levanta questões, às vezes, muitíssimo delicadas.

A semana será, de fato, recheada de possiblidades: além do webinar coordenado pelo Martin, estará acontecendo a Open Education Week, mas isso é assunto para outro post…

Visita de pesquisa à Open (2) – post no site do projeto OERRH

OERRH_logo

Acaba de ser publicado um post no site do projeto OERRH com mais detalhes sobre a visita de pesquisa que realizei em janeiro. O post está em inglês, mas contém mais alguns detalhes sobre as discussões que tive por lá.

Clique aqui para ler o post (em inglês).

Clique neste link para ler o post sobre a visita no Diálogos sobre TIC e Educação.

Visita de pesquisa à Open University do Reino Unido

Team_photo

(O pessoal na foto: da esquerda para a direita: Rob Farrow, Alannah Fitzgerald, Bea de los Arcos, Beck Pitt, eu – bem feliz no frio que lá estava fazendo! – e Claire Walker.)

Acabo de retornar de duas semanas intensivas de pesquisa na Open University do Reino Unido, onde trabalhei, especificamente, como Research Fellow no projeto Open Educational Resources Research Hub – OERRH. Trata-se de um projeto financiado pela Fundação William e Flora Hewlett e conduzido no Institute of Educational Technologies – IET – sob a liderança de Patrick McAndrew, Diretor do Instituto, e Martin Weller, colegas meus em projetos anteriores nos quais participei quando trabalhava na instituição.

O OERRH está coletando, mapeando e analisando dados relativos ao impacto de REA, o que está sendo feito através de um número de colaborações com outros projetos e um grupo de pesquisadores em outras instituições (Fellows), do qual faço parte. Os dados estão sendo coletados e investigados segundo um conjunto de hipóteses correntes na área (veja o original em inglês aqui):

  1. O uso de REA fomenta uma melhoria na satisfação e performance dos estudantes;
  2. A abertura de REA cria padrões de uso e adoção distintos daqueles relativos a outros recursos disponíveis online;
  3. Modelos de Educação Aberta geram acesso mais justo à Educação, servindo uma base mais ampla de aprendizes do que a Educação tradicional;
  4. O uso de REA fomenta a reflexão crítica por parte de educadores, com evidência de melhoria de suas práticas
  5. O uso de REA é uma forma efetiva de melhorar a retenção de estudantes considerados em risco;
  6. A adoção de REA em nível institucional implica em benefícios financeiros para os estudantes e/ou as instituições;
  7. Aprendizes informais utilizam uma variedade de indicadores para selecionar REA;
  8. Aprendizes informais adotam uma variedade de técnicas para compensar a falta de apoio formal em cursos abertos;
  9. A Educação Aberta atua como ponte para a Educação Formal, sendo complementar, e não competitiva, a essa;
  10. A participação em projetos e programas piloto REA leva a mudanças de políticas em nível institucional;
  11. Métodos informais de avaliação são motivações para a aprendizagem com REA.

Acho que a equipe identificou pontos centrais que normalmente passam por ideias que se assume sem problemas, afirmações sem fundamentação empírica, em muitos dos discursos sobre REA. Isso, para mim, torna o projeto bastante interessante, com resultados potencialmente essenciais à área. De fato, algumas dessas hipóteses se aplicam também a MOOCs (e alguns dos membros da equipe do OERRH têm interesses nessa área também).

Num tom bem pessoal, tenho que confessar que não foi sem apreensão que me dirigi ao campus da Open no primeiro dia da minha visita. Já se haviam passado dois anos e meio que eu me mudara para o Rio, de modo que, naturalmente, me perguntava sobre possíveis mudanças por lá e pela cidade de Milton Keynes. Afinal, tudo me pareceu como era antes, e o pessoal que me recepcionou não precisou gastar muito tempo me dando os detalhes típicos de “acolhimento” a novatos e visitantes :-).

Fiz uma pequena apresentação do trabalho que estou desenvolvendo (com a Profa. Laélia Moreira), que inclui a criação, no ano passado, do Ateliê de Pesquisa, parte de um projeto de Pesquisa-Ação que envolve também a Profa. Estrella Bohadana e nossos alunos. 

Meu plano original era levar comigo um corpo de dados bem consistente (obtidos com questionários e entrevistas), mas a acumulação de tarefas no segundo semestre implicou na perda da “janela de oportunidade” que precede a correria de final de semestre, e, portanto, gerou um atraso na coleta. Ao invés desse corpo de dados, levei comigo um conjunto de perguntas, pensamentos soltos baseados em dados de observação e em uma revisão de literatura (a lista da literatura em português está compartilhada aqui) e a apresentação que já mencionei.

A parte mais valiosa da visita foi, definitivamente, a oportunidade de conversar em grupo e separadamente com os pesquisadores da equipe (e a Alannah, Fellow, como eu). Assim foi possível não somente trocar informações sobre nossos respectivos interesses e projetos, mas, também, identificar sinergias e possibilidades para futuras colaborações.

Foi uma visita bastante intensiva (e intensa), mas, mesmo assim, consegui também rever colegas de trabalho de outras áreas da universidade e velhos amigos, incluindo a Ale Okada. Participei de uma reunião de seu grupo de pesquisa, quando ela me entregou uma cópia impressa do livro Recursos Educacionais Abertos e Redes Sociais, e tivemos duas longas conversas sobre REA, Tecnologia Educacional e pesquisa nessas áreas.

Agora, mãos à obra para organizar o material preliminar que combinei de compartilhar com a equipe do OERRH! Em breve atualizarei também nossa página relativa a projetos, e, à medida em que as coisas forem progredindo, irei publicando detalhes por aqui.

Novo blog: Ateliê de Pesquisa

mosaicoA Linha TICPE, que mantém o blog Diálogos sobre TIC e Educação, se uniu à Linha PGFE (Políticas, Gestão e Formação de Educadores) para criar um novo sítio de compartilhamento de Recursos Educacionais Abertos o site Ateliê de Pesquisa.

Pretendemos usar o Ateliê não somente como um espaço para trabalhar com nossos alunos, mas também como um repositório de REA relativos ao trabalho de formação de pesquisadores em Educação que fazemos no PPGE/UNESA. Gostaríamos, também, de construir um espaço de interação com colegas e com quem mais encontrar novos usos para as ideias e recursos compartilhados.

No momento de lançamento do blog, divulgamos materiais produzidos por nós e nossos orientandos, mas esperamos publicar também, em breve, materiais criados por/com colaboradores que venham a se interessar em trabalhar conosco. 

Clique aqui para acessar a homepage do blog.

Clique aqui para saber mais sobre a nossa proposta.

Webinars sobre REA – Projeto OER Research Hub

Estão abertas as inscrições para uma série de Webinars (em inglês) focalizando temáticas relativas a REA e organizados pelo OER Research Hub da Open University do Reino Unido. O projeto objetiva avaliar o impacto de REA na Educação através de trabalhos colaborativos focalizando um conjunto de hipóteses que, enquanto fundantes da área, necessitam de maior investigação empírica. Adicionalmente, o projeto visa contribuir para o desenvolvimento de metodologias de pesquisa em REA, além de criar uma base de conhecimentos acerca de práticas de uso e reuso para apoio também a discussões sobre políticas institucionais e públicas. A Profa. Giselle Ferreira é parte de um pequeno grupo de Pesquisadores Visitantes associados ao projeto, e mais detalhes sobre essa participação serão divulgados em outra ocasião.

O primeiro evento na série aborda a questão da relação entre REA e a educação formal:

As pesquisas sobre REA conduzidas no passado recente têm predominantemente focalizado o uso de recursos no contexto da educação formal. No entanto, está se tornando claro que REA têm o potencial para um impacto significativo fora desse setor, com importantes implicações para a ampliação da participação na educação. O projeto OER Research Hub da Open University, financiado pela Fundação Hewlett, está investigando o impacto de REA na aprendizagem informal – uma área até então pouco investigada. Até o momento, nossa pesquisa tem focado o projeto Bridge to Success, bem como os usuários do conteúdo aberto disponibilizado pela plataforma OpenLearn, iTunes U e YouTube. Este webinar, de uma hora de duração, irá apresentar os últimos achados dessa pesquisa, abordando questões tais como a relação entre REA e a educação formal, bem como os indicadores de importância para usuários ao selecionar REA. Haverá oportunidade para perguntas e para o compartilhamento de experiências e achados de outras pesquisas conduzidas pelos participantes.

Clique aqui para mais informações sobre a série.

Clique aqui para saber mais sobre o OER Research Hub.

Seminário Recursos e Práticas Educacionais Abertas no Ensino Superior: desafios e oportunidades

Participamos ontem do Seminário Recursos e Práticas Educacionais Abertas no Ensino Superior: desafios e oportunidades (clique aqui para ver o programa em detalhes), organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Gestão e Empreendorismo da UFF no âmbito do projeto Oportunidad, ao qual a UNESA está afiliada como Fellow Member. Meu uso da primeira pessoa do plural é legítimo, pois a Linha TICPE marcou uma bela presença com a participação em massa do pessoal estudando a disciplina Recursos Educacionais Abertos comigo, além das Profas. Estrella Bohadana, também da TICPE, e Laélia Moreira, da Linha PPG.

O dia começou com uma rápida apresentação de Bruno Gomes, representante da FIRJAN, que sediou o evento. Recebemos, então, as boas-vindas da Profa. Sandra Mariano, da UFF, coordenadora do OportUnidad no Brasil, e ouvimos algumas palavras interessantes do Reitor da UFF.

Em seguida, houve o lançamento nacional do Compêndio Recursos Educacionais Abertos: Casos da América Latina e da Europa (que já noticiamos neste post), apresentado por Celso Costa, Coordenador da UAB na UFF, e pela querida colega Andréia Santos, dois dos organizadores do volume. Andréia comentou, em tom de brincadeira, que “o projeto OportUnidad é brasileiro”, contando um pouco sobre seu papel na idealização da iniciativa, e acrescentando que estão disponíveis em seu blog os slides que havia preparado e que não teria oportunidade para apresentar naquele momento. As palavras-chave da fala de Andréia foram “olhar crítico” e “problematizar” – tópico de outro post, a seguir, mas deixo aqui o link para um artigo no qual ela discute aspectos do movimento REA da perspectiva da Análise de Discurso Crítica (adotando, principalmente, o trabalho de Fairclough).

Dentre as palestras na parte da manhã, destaco as de Antônio Moreira Teixeira, da Universidade Aberta de Portugal, UAb, e a de Marcelo Fabián Maina, da Universidade Aberta da Catalunha, UOC, Espanha. Antônio abordou questões relativas à autoria e propriedade intelectual, áreas de grande importância no contexto de REA, e mostrou um pouco do iMOOC, o primeiro MOOC em português, desenvolvido no LE@D da UAb. Marcelo, por outro lado, apresentou um histórico resumido de REA e um estado-da-arte da pesquisa na área. Ele também indicou uma seleção das fontes disponíveis utilizando, basicamente, as categorias “textos seminais” (que incluiu o livro Giving Knowledge for Free da OECD), sites e relatórios de projetos (incluindo o OER Evidence Hub desenvolvido pela OLnet, um projeto colaborativo envolvendo a Open University do Reino Unido e a Universidade Carnegie Mellon, EUA, bem como o projeto OPAL, outro projeto colaborativo da Open envolvendo várias universidades europeias) e estudos de caso (incluindo o estado-da-arte de REA no Brasil, compilado pela Andréia e editado pela UNESCO).

O primeiro painel contou com a presença de Cristine Costa Barreto, Diretora de Material Didático e Desenvolvimento Instrucional do CEDERJ, Lúcia Dupret, Coordenadora de Educação a Distância ENSP/FIOCRUZ, Tel Amiel, pesquisador na UNICAMP, Gilda Helena Bernardino de Campos, Coordenadora Central de Educação a Distância da PUC-Rio, Sandra Mariano e Débora Sebriam, representante do projeto REA-Brasil. O foco deste painel foi em experiências REA de sucesso no país, mas Gilda, Tel e Débora, em particular, abordaram também algumas questões de interesse genérico, incluindo direitos autorais e a situação com as políticas públicas no tocante a REA, bem como, no caso da Gilda, questões de natureza pedagógica. Débora também mostrou o livro Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas, editado por Bianca Santana, Carolina Rossini e Nelson Pretto, que considero uma publicação seminal na área em nosso idioma.

Após o almoço, retornamos para o segundo painel, do qual fiz parte juntamente com Cláudio Kirner, da UNIFEI, Clevi Elena Rapkiewicz, da UFRGS, Roberto Iunskovski, da UNISUL, Itana Gimenes, da UEM, Maurício Leonardo Aguilar Molina, da UFJF, Miguel Veloso, da UFPA, Patrícia Lupion Torres, da PUC-PR e Regina Moreth, da UFF. Os vários participantes desse painel apresentaram as iniciativas REA nas quais estão envolvidos em suas respectivas instituições, e falei sobre os trabalhos que estamos desenvolvendo na UNESA, que divulgaremos em mais detalhes em breve. Achei bastante interessante ouvir as histórias desses colegas, em parte porque os desafios (e oportunidades) que identificamos me parecem bastante consistentes não somente entre si, mas também com minha experiência em projetos REA na Open (incluindo, em particular, o OpenLearn Estágio 2, do qual fui parte. Fiquei pensando sobre como essa iniciativa foi, mais tarde, integrada com o restante da presença online da instituição, que agora abarca materiais do OpenLearn original e de outros projetos, e, em termos processuais, foi embutida na própria estrutura de desenvolvimento e produção de cursos da Open – isto é bastante interessante, pois é uma possível solução para a questão da sustentabilidade de iniciativas que começam com financiamento externo, mas que depende, é claro, das tão buscadas “evidências” de impacto de REA, questão que o Marcelo ressaltou em sua ótima fala, mencionando o novo projeto da Open, também financiado pela Fundação William e Flora Hewlett (como tantos outros projetos REA), o Open Educational Resources Research Hub, que se propõe a “testar” algumas das hipóteses que circulam nos discursos sobre REA. As questões são, de fato, múltiplas, e há também escopo para estudos comparativos, até porque as diferenças entre os contextos europeu e brasileiro são marcantes.

Ficarei de olho para divulgar também aqui o site do evento, pois as palestras e painéis foram gravados, e todo o material, inclusive as apresentações em Powerpoint/Prezi serão disponibilizadas. Por hora, coloquei meus slides aqui (sem áudio, no entanto).

Enfim, foi um evento bastante interessante (também para o pessoal estudando a disciplina, alguns apenas começando sua trajetória no mundo acadêmico), de modo que, para fechar este post, só nos resta parabenizar (falo também em nome de Estrella e Laélia) os organizadores e palestrantes, deixando um pequeno registro de (parte) da presença do PPGE no evento! (peço também que, se alguém encontrar bobagens ou erros ortográficos, me avise, por favor)

PPGE_no_OportUnidad