e-book TICPE: atualização

5230721698_def3687cde_bComo sabem nossos alunos, colegas e leitores deste blog, desde 2012 temos mantido a publicação anual de uma coletânea que reúne trabalhos representativos da produção científica na área da Educação e Tecnologia no Brasil (e, nos dois últimos volumes, em Portugal). Os volumes anteriores podem ser baixados por meio da página Nossas Produções.

Ao longo do tempo, fomos aprimorando o nosso processo de produção desse volume, que tem contado com o apoio de um conselho científico internacional e, desde 2014, um processo de seleção de contribuições a partir da revisão cega de submissões solicitadas por edital público. Consideramos o volume 4, de 2015, uma publicação madura que veicula material de excelente qualidade.

Em 2016, optamos por tomar um caminho diferente (e mais arriscado…): a organização de um volume especial temático com contribuições convidadas de autores-chave na área. De forma consistente com os interesses e discussões atuais da linha TICPE, idealizamos um volume focalizado em “abordagens críticas”. A partir disso e de uma lista de potenciais colaboradores, em março, disparamos convites a diversos autores no país e no exterior. Suspense…

Para nossa alegria (e surpresa, em alguns casos), recebemos uma esmagadora maioria de respostas positivas. Em particular, nosso primeiro “sim” veio de Neil Selwyn, autor dos dois excelentes textos cujas traduções compartilhamos aqui e aqui – foram o primeiro “sim” e o primeiro resumo que recebemos, e, de fato, o primeiro texto completo, que nos chegou ainda em julho. Grande honra e alegria!

Dentre as várias contribuições a serem publicadas, incluem-se textos de Richard Hall, professor titular na Universidade de Montfort, Inglaterra, Martin Weller, professor titular na Open University do Reino Unido, e Richard Barbrook, que muitos por aqui conhecem como autor do excelente Futuros Imaginários. Teremos, também, um texto de Raquel Goulart Barreto, coordenadora do Grupo de Pesquisa Educação e Comunicação na UERJ e autora cujos trabalhos incluímos frequentemente em nossas listas de leituras recomendadas. Evitando esvaziar o lançamento do volume, digamos que, no todo, a coletânea cobrirá vários tópicos, temas e “rótulos” da tecnologia educacional em perspectivas críticas à predominante “euforia” em torno da tecnologia na educação.

O objetivo desse post é, de fato, informar a todos de nossa decisão de publicar esse volume em 2017, em vez de dezembro, como fizemos no caso dos volumes já publicados.

O fato é que vários de nós envolvidos no projeto tivemos um ano muito difícil (a hashtag #acaba2016 me ocorre…), incluindo dois autores que nos enviaram belíssimas propostas iniciais, mas, com muito pesar e muitas desculpas, retiraram-se do projeto por não terem condições de terminar seus respectivos textos a tempo. Diante de um plano que, por fim, revelou-se bastante ambicioso, optamos por não entrar em uma corrida desabalada em tempos de fechamento de semestre (de fato, de ano acadêmico). Diante disso, nossa meta de publicação é março de 2017 – o plano é aproveitar as férias escolares para compensar os atrasos decorrentes dos múltiplos percalços que todos experimentamos ao longo do ano.

Não foi uma decisão fácil, mas concordamos que o tempo extra vai nos permitir finalizar um volume mais próximo daquilo que planejamos inicialmente.

E como digo sempre: avante!

Crédito da imagem: Homework, de Phil Roeder

Tradução 2: “A tecnologia educacional como ideologia”, de Neil Selwyn

f3836Complementando nosso “pacote de fim de ano”  🙂  , circulamos agora a segunda tradução de texto do sociólogo da Educação e Tecnologia britânico Neil Selwyn:  o capítulo 2 de Distrusting Educational Technology: critical questions for changing times (Desconfiando da Tecnologia Educacional. Londres: Routledge, 2014 – também disponível para Kindle), intitulado “Educational Technology as ideology”, em português, “Tecnologia educacional como ideologia“. Eis uma tradução da apresentação do livro:

Desconfiando da Tecnologia Educacional explora criticamente o consenso otimista que envolve o uso da tecnologia digital na educação. A partir de uma variedade de perspectivas teóricas e empíricas, o livro mostra como as formas aparentemente neutras da tecnologia educacional têm, de fato, servido para alinhar a oferta e as práticas educacionais a valores neoliberais, desgastando a natureza da educação como um bem público e direcionando-a às tendências individualistas do século XXI. Questionando amplamente as dimensões ideológicas da tecnologia educacional, este livro examina, em detalhes, tipos específicos de tecnologia educacional atualmente em uso na educação, incluindo a educação virtual, cursos “abertos”, jogos digitais e mídias sociais. Conclui com recomendações específicas na direção de formas mais justas de tecnologia educacional. Leitura ideal para qualquer pessoa interessada na natureza em rápida transformação da educação contemporânea, Desconfiando da Tecnologia Educacional constitui uma crítica ambiciosa e muito necessária.

O capítulo 2 analisa (como o texto compartilhado anteriormente, de forma quase “didática”) várias concepções de “ideologia”, de forma a construir uma base para a discussão de Educação e Tecnologia como uma área caracterizada por conflitos e tensões de natureza fortemente política, mas que tendem a ser ignorados. Em outras palavras: o capítulo oferece um uma discussão aprofundada e muitíssimo bem argumentada em oposição à ideia de que a tecnologia é neutra.

Trata-se, aqui, de um texto bem mais denso do que o anterior (em parte, devido à complexidade da discussão sobre o tema central, “ideologia”), mas que articula as bases propostas na apresentação do livro. Os capítulos subsequentes exploram o que, de fato, consiste em ilustrações, exemplos específicos de “gêneros da tecnologia educacional” atual, conforme Selwyn explica no final do capítulo inicial: “virtual”, “aberta”, “jogos” e “social”. Vale analisar, também, a lista de referências, que inclui muitas possibilidades interessantes de outras leituras.

Desejamos boas leituras a todos – e fiquem por aqui, pois, mais tarde, circularemos novidades sobre nosso e-book anual!

Clique aqui para baixar “Tecnologia Educacional como ideologia“, de Neil Selwyn.

Clique aqui para acessar o texto que disponibilizamos ontem, “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’?“, do mesmo autor.

Tradução 1: “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’?”, de Neil Selwyn

f3836Na sequência do anúncio feito em postagem de ontem, compartilhamos agora o primeiro texto prometido, do sociólogo da Educação e Tecnologia britânico Neil Selwyn: o capítulo 1 do livro Education and Technology: key issues and debates (Londres: Routledge, 2011 – recentemente disponibilizado em sua segunda edição)Em tradução, eis a apresentação sucinta do livro:

A tecnologia digital está no coração da oferta educacional contemporânea. Este livro considera aspectos-chave da área e discute questões fundamentais – ainda que quase nunca verbalizadas – pertinentes ao uso crescente de tecnologias na educação. Focaliza aspectos sociais e técnicos dessas questões, reflete cuidadosamente sobre as pessoas, práticas, processos e estruturas envolvidas no uso de tecnologias na educação, e considera uma gama de debates e controvérsias correntes. A tecnologia substituirá a escola ou a universidade? A tecnologia substituirá o professor? O que realmente sabemos a respeito da relação entre aprendizagem e tecnologia? A tecnologia torna a aprendizagem mais justa? A tecnologia pode apoiar a resolução dos muitos problemas e desigualdades educacionais que confrontam pessoas ao redor do mundo? Qual o futuro da tecnologia e educação? Neil Selwyn lança um olhar crítico a alguns dos debates centrais sobre as tecnologias digitais na educação. O volume inclui questões de estudo e listas anotadas de leituras recomendadas, bem como um Website com sugestões de fontes e recursos complementares.

O capítulo traduzido é intitulado “What do we mean by ‘education’ and ‘technology’?”, em português, “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’“?.  Nesse capítulo, o autor examina diferentes concepções de “educação” e “tecnologia” de forma quase “didática”, lançando as bases para a apresentação de uma concepção mais abrangente de tecnologia educacional. Concebendo “tecnologia” de forma que engloba atores, relações, práticas e contextos, além de artefatos, é possível conduzir-se análises que revelam questionamentos bem mais interessantes e profundos do que as questões meramente instrumentais associadas ao “uso” de artefatos digitais em situações educacionais.

É interessante notar a consistência entre a concepção de “tecnologia” trazida em um post passado (uma tradução que fiquei devendo, mas que, um dia, terminarei) e a proposta de Selwyn, apesar dos autores (aparentemente) terem se apoiado em fontes bastante diferentes.

Nossa escolha em trabalhar com esse capítulo deve-se, além daquilo que percebemos como um “didatismo”, à sua natureza de “síntese situada”: ideias complexas de várias áreas são articuladas e situadas no contexto da Educação, que nem sempre é o caso em textos especialistas (da Filosofia da Técnica, por exemplo, que são bem menos acessíveis a leitores não especializados). A lista de referências utilizada é riquíssima – além de textos já considerados “clássicos” (como a trilogia A Era da Informação de Castells), engloba muitos outros autores que permanecem, como Selwyn, pouco divulgados por aqui.

Paro por aqui, mas volto amanhã com o segundo texto – até lá, boa leitura!

Clique aqui para baixar o “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’“?, de Neil Selwyn.

4 anos de “Diálogos”!

2603314210_0e387707dd_bNosso blog completa hoje 4 anos no ar!

Abrimos o espaço em 17 de dezembro de 2012 para lançar, em seguida, o primeiro volume de nossa série de coletâneas Educação e tecnologia: parcerias

Em 4 anos, a linha TICPE mudou muito de várias formas. Em termos de componentes, permanecemos eu e o Prof. Márcio Lemgruber, desligaram-se os professores Marco SilvaAlberto Tornaghiaposentou-se a Profa. Lúcia Vilarinho, e o Prof. Alexandre Rosado foi aprovado em concurso público para o INES/DESU, onde agora coordena, com a Profa. Cristiane Taveira, o Grupo de Pesquisas Educação, Mídias e Comunidade Surda, e de onde colabora muito fortemente conosco. Resta ainda muita tristeza pela perda irremediável de nossa colega e amiga Estrella Bohadana, que era a mais antiga integrante do grupo.

Uma alteração (18/12/16): ficou parecendo que tivemos apenas baixas na TICPE! Não mesmo – tivemos, também, duas excelentes “aquisições”: em 2013.2, a Profa. Stella Pedrosa juntou-se a nós, e, em 2015.2, a Profa. Jaciara de Sá Carvalho ingressou na linha. Estamos todos aqui!

Ainda que em meio a tantas mudanças e perdas, conseguimos estabelecer boas parcerias interna e externamente, mantendo sempre um ambiente de trabalho produtivo no qual tentamos equilibrar desafio (a parte acadêmica) e acolhida (a parte humana) entre nós e no trato com nossos alunos. Penso que, aos poucos, o blog foi sendo construído de modo a refletir essa construção coletiva do grupo.

Ao longo desses 4 anos, tivemos mais de 25 mil visitas oriundas de múltiplos países, bem como numerosos downloads do material que aqui disponibilizamos, como as várias traduções que tenho preparado. Em especial, o último volume em nossa série de e-books Educação e tecnologia: parcerias alcançou quase 1000 downloads desde a publicação em meados de novembro de 2015.

Assim, estamos fechando o quadriênio (também no sentido “capesiano” do termo – 2013-2016 forma o período de avaliação pela Capes de todos os programas de pós-graduação do país) com a certeza de que temos contribuído ativamente para a discussão mais ampla acerca da Educação e Tecnologia. Em especial, temos, digamos, “aumentado a temperatura” em termos de propor, com destaque cada vez maior, linhas de questionamento crítico em nossas disciplinas, pesquisas e orientações, para encorajar nossos alunos, que normalmente nos trazem problemas de prática do tipo “como usar tal artefato na minha prática/local de trabalho?”, a pensar como acadêmicos e olhar para além da superfície de discursos exacerbadamente otimistas, hegemônicos nas mídias e em parte da literatura acadêmica.

Fica, agora, uma boa recordação: uma foto do grupo presente em nossa confraternização de final de ano, após nossa última Prática de Pesquisa (disciplina do PPGE/UNESA que objetiva envolver todos os alunos em atividades rotineiras de pesquisa – de mestrandos ingressantes no programa até pós-doutores), realizada em 08/12/2016. Naquele dia, assistimos um episódio da (comentadíssima) série Black Mirror – “Queda livre” (o primeiro da terceira temporada – veja que, no link, há spoilers) – como elemento disparador de uma discussão sobre possíveis rumos trazidos pelo uso de plataformas de redes sociais e rating, contando com a presença do Prof. Alexandre (o fotógrafo, naquele momento).

Fique por aqui – daqui a alguns minutos, publicarei a primeira tradução prometida ontem!

 

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Professores e (alguns) alunos da TICPE em dezembro de 2016

Crédito da imagem: Birthday star, de Existentist

Educação e tecnologia em perspectiva crítica: traduções de textos de Neil Selwyn chegando!

Com enorme satisfação, compartilharemos, nos próximos dias, traduções para o português de dois textos excelentes do sociólogo da Educação e Tecnologia Neil Selwyn, professor titular na Universidade de Monash, em Melbourne, na Austrália.  Neil é um dos autores mais interessantes na área da Educação e Tecnologia no idioma inglês (seu trabalho já foi mencionado em algumas postagens passadas), de modo que é com grande alegria que disponibilizaremos aqui uma pequena amostra de sua produção (recomendadíssima, aliás) como material para “degustação” e difusão entre leitores e estudiosos lusófonos interessados na área.

Ainda que a escrita de Neil seja incrivelmente lúcida e “fluida”, e ainda que seus livros sejam apresentados como livros-texto destinados a um público não especializado, o autor articula ideias complexas de áreas como a Filosofia e a Sociologia e incorpora muitos neologismos e “regionalismos” (alguma linguagem coloquial), tornando os textos de difícil compreensão para quem não tem uma fluência mínima no idioma. Assim, com o seu aval, preparei traduções para usarmos na disciplina que ministramos no semestre que se encerra (2016.2), Educação e Tecnologia: perspectivas críticas (assunto para outro post!), traduções que circularemos aqui em versão aprimorada e formatada para leitura em e-readers.

Neil defende uma posição inteiramente consistente com as formas de pensar que temos construído coletivamente no grupo TICPE, sintetizadas em termos de uma demanda por maior contextualização e historicidade na discussões sobre a relação entre educação e tecnologia. Em primeiro lugar está a ideia de que é essencial que estejamos atentos à linguagem utilizada nas discussões sobre Educação e Tecnologia, posição também defendida por Neil, por exemplo, neste artigo. Além disso, sentimos um forte incômodo com o uso indiscriminado de categorias macro (como “nativos digitais” – assunto de um post passado), em particular, na ausência de recurso à empiria, como vê-se no gênero “futurologia”, que parece estar sempre a descrever um mundo que “poderia ser” como se fosse o mundo “que é”. Neil aborda tais questionamentos de forma acessível, direta e sempre bem fundamentada em uma ampla gama de literatura acadêmica pertinente e dados empíricos.

Os capítulos são relativamente longos, e a tradução foi trabalhosa (e, como sempre, permanece incompleta no sentido em que detalhes sempre nos escapam, independentemente de quantos “pares de olhos” se debrucem em revisões), então, para nós, faz todo sentido compartilhar os textos com colegas e estudantes para além do nosso PPGE. Esperamos que os textos circulem amplamente e venham a apoiar discussões tão interessantes quanto as que temos conduzido com os nossos alunos.

As traduções serão disponibilizadas também em meu perfil na plataforma academia.edu, site onde Neil mantém um perfil que utiliza para circular parte de sua produção.

Volto amanhã com o primeiro texto, mas, deixo com vocês uma curta entrevista com Neil, realizada em um evento organizado em 2016 pelo Centro de Estudios Fundación Ceibal, no Uruguai. Sua fala (com legendas em castelhano), apresentada em duas partes, aborda temáticas que constituem alguns dos rótulos mais comentados atualmente na Tecnologia Educacional, incluindo Analítica da Aprendizagem (Learning Analytics) e BYOD (Bring Your Own Device – Traga Seu Próprio Artefato), mas seus questionamentos, como sempre, são estruturados em torno de temas e problemas educacionais. 

Parte 1

Parte 2

 

TICPE no III Seminário de Estudos em Práticas de Linguagem e Espaço Virtual

Nos dias 19, 20 e 21 de outubro foi realizado o III Seminário de Estudos em Práticas de Linguagem e Espaço Virtual (Seplev), evento promovido pelo Núcleo de Estudos em Práticas de Linguagem e Espaço Virtual (Neplev – UFPE).

Tendo como  tema “Imaginário, sujeito, representações”, o evento foi realizado em Maceió, na Universidade Federal de Alagoas.

Nesta terceira edição do SEPLEV, estivemos presentes na Sessão 12 – Discurso, ensino, espaço virtual –  coordenada pelo Prof. Dr. Luiz Fernando Gomes (UFAL), com o trabalho Aprendizagem colaborativa e mídias digitais: desafios e práticas, de autoria de Diva Maria P. Rocha,  Susan Rocha Silva e Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa.

Na ocasião, o trabalho foi apresentado pelas mestrandas Diva Maria P. Rocha e Susan Rocha Silva.

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Diva e Susan, nossas representantes no III Seplev

 

Resumo

O principal objetivo da pesquisa foi analisar como as mídias digitais facilitam a colaboração entre estudantes e ampliam suas competências infocomunicacionais.  Observou-se, durante seis meses, como alunos de três turmas do 7º ano em uma escola pública do município do Rio de Janeiro distribuem tarefas, solucionam conflitos e criam diferentes linguagens e gêneros textuais nos trabalhos em grupo, diante das problemáticas lançadas pelo professor. Também foi aplicado um questionário específico aos alunos. Os resultados indicam que a infraestrutura da referida escola favorece a aprendizagem colaborativa apoiada pelas mídias digitais e que as interações em sala de aula e no espaço virtual auxiliam o desenvolvimento de habilidades e competências dos sujeitos. Entretanto, os discursos de valorização dos artefatos tecnológicos encobrem obstáculos que desafiam as práticas docente e discente. A partir dessas indicações, são apresentadas sugestões visando superar as dificuldades observadas. A fundamentação teórica da pesquisa versa sobre o método da aprendizagem colaborativa e os usos das mídias digitais no contexto escolar. Principais autores considerados: Dillenbourg (1996); Panitz (1996), Castells (1999); Torres, Alcântara e Irala (2004); Lévy (1999; 2010); Coll (2010) e Borges (2012).

Palavras-chave: Aprendizagem colaborativa; Espaço virtual; Infocomunicação.

 

 

 

Curso online que contou com docente da TICPE recebe prêmio

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Com alegria, recebo a notícia de que o curso online Educação e Participação em rede venceu o 8º Prêmio ARede Educa 2016 na categoria Educação a Distância/Sociedade Civil. Fui uma das autoras, a convite do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e que contou com o envolvimento de estudantes e professores da Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP em uma das etapas de criação.

:: O Prêmio – Em sua nona edição, contemplando diversas categorias, foram premiadas  52 iniciativas públicas e privadas de todo o país, da educação básica à superior. Os trabalhos fornecem um panorama do que vem sendo feito quanto à “boas práticas”, contribuindo para compartilhar esses projetos e inspirar a criação de novos. As iniciativas podem ser conhecidas por meio de reportagens que compõem o Anuário ARede 2016-2017 (abaixo). As páginas 124 e 125 apresentam uma reportagem sobre o curso, com trechos de uma entrevista realizada comigo.

:: O curso – É online, gratuito e aberto a qualquer pessoa interessada pela temática que leva seu nome: Educação e participação em rede.  Por ter um caráter mais autoinstrucional (ainda que conte com um fórum de discussão), o desafio foi justamente proporcionar aprofundamento da ideia de rede, de participação em rede (virtual e no território) e sua relação com educação integral sem que a interação e a colaboração fossem a estrutura da proposta pedagógica.

Uma das estratégias adotadas para a percepção de nós e conexões – elementos que estruturam as redes – foi a construção de um curso baseado em vídeos, materiais e atividades sem percurso pré-definido, no qual cada participante tem a liberdade de iniciar sua formação a partir de qualquer . Assim, a navegação não obedece uma sequência didática preestabelecida entre seus conteúdos, ainda que estes estejam organizados em três eixos temáticos: Conexão em rede, Participação em rede Educação em rede. São essas temáticas, aliás, que pautaram as gravações dos vídeos com especialistas. As atividades foram elaboradas de modo a provocar nos participantes reflexões sobre sua participação e de outros sujeitos em redes, sobre concepções de educação e o que implica tratar de educação integral.

Mais informações a respeito dele e de quando serão ofertadas novas turmas podem ser conferidas no site do projeto Educação&Participação, responsável pela inciativa. Abaixo, vídeo que apresenta o curso: