Educação e Tecnologia

Lançamento presencial de *Educação e Tecnologia: abordagens críticas*

Em 3 de agosto, o grupo TICPE recepcionou os professores Raquel Goulart Barreto (UERJ) e Ralph Ings Bannell (PUC-Rio) para o lançamento presencial do e-Book Educação e Tecnologia: abordagens críticas.

Além dos alunos e orientandos do grupo TICPE, bem como vários de nossos colegas do PPGE/UNESA com seus alunos e orientandos, contamos com a presença de colegas e estudantes de outras instituições – o auditório ficou lotado, e calculamos que tivemos entre 60 e 70 pessoas em uma tarde de celebração, aprendizagem e compartilhamento. No grupo, foi unânime a percepção de que a tarde foi um sucesso

Abrimos com algumas palavras do Reitor da UNESA, Prof. Ronaldo Mota, seguido de uma mensagem em vídeo do Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, Prof. Rafael Iorio, que não pode estar pessoalmente presente na ocasião.

Em seguida, eu e a Profa. Jaciara introduzimos o volume, falando sobre o processo de criação e, especialmente, a divulgação da obra. Ao longo dos poucos meses desde que publicamos o livro neste blog, tivemos várias surpresas, incluindo a postagem da Profa. Maha Bali no site do prestigiado The Chronicle of Higher Education, na qual ela recomenda o volume (veja nosso post sobre isso).

Mostramos os números e origens dos acessos ao blog, recortes da circulação de postagens em redes sociais e, em particular, um número de downloads que consideramos bastante significativo para uma publicação tão especializada: eu havia montado a apresentação no fim de semana anterior, mas na manhã do dia 4, vi que já contabilizávamos mais de 630 downloads (do blog, apenas – não contamos a movimentação na plataforma academia.edu, onde também depositamos o volume junto com as coletâneas de anos anteriores e as separatas das traduções dos capítulos de 2017).

Os slides da nossa apresentação mostram um pouco do que levantamos, em uma rápida busca, sobre a disseminação do livro:

 

Entrou em cena, então, o Prof. Alexandre Rosado, que discutiu o cenário da pesquisa na área em língua portuguesa mostrado no capítulo que escrevemos com a Profa. Jaciara (o trailer em vídeo do capítulo foi divulgado neste post):

 

Na sequência, tivemos nossas “atrações principais”: falas da Profa. Raquel e do Prof. Ralph, ambas relativas aos seus capítulos no e-Book, respectivamente: “Objetos como sujeitos: o deslocamento radical” e “Uma faca de dois gumes” (o prefácio do livro que, de fato, faz muito mais do que isso!). Publicamos aqui um trailer em vídeo da contribuição do Prof. Ralph. Abaixo, os slides das falas.

 

 

Agradecemos, mais uma vez, a todos que compareceram, em especial, aos Profs. Ronaldo Mota (que conseguiu espaço em sua agenda para nos prestigiar) e Rafael Iorio (cuja gentil mensagem deu um toque especial à abertura dos trabalhos), bem como, é claro, aos Profs. Raquel Ralph, que esperamos recepcionar novamente muito em breve!

Disponibilizaremos, oportunamente, gravações em vídeo das palestras, então volte em breve!

Para fechar esse post, deixamos algumas das fotos tiradas no dia pela Profa. Cristiane Taveira do INES/DESU, líder do Grupo de Pesquisas Educação, Mídias e Comunidade Surda e membro do Conselho Científico do volume, e Stella Pedrosa, nossa colega na TICPE.

Clique nas fotos para abrir versões em alta resolução em aba separada.

Fechando a série de *teasers* do volume *Educação e Tecnologia: abordagens críticas* com Neil Selwyn

Fechamos hoje a série de teasers de capítulos do volume Educação e Tecnologia: abordagens críticas com as palavras de Neil Selwyn, Professor Titular de Educação e Tecnologia na Universidade de Monash, Austrália.

Neil nos enviou um áudio, então montei um slideshow com a tradução:

Neil é um autor-chave na vertente da Educação e Tecnologia que alguns estão chamando de “Tecnologia Educacional Crítica”. Entretanto, até onde sei, há muito pouco de sua produção disponível em português: além do capítulo escrito para o e-Book da TICPE, o artigo “O uso das TIC na educação e a promoção da inclusão social: uma perspectiva crítica do Reino Unido” (publicado na revista Educação e Pesquisa) e duas traduções que fiz de capítulos de livros – “A tecnologia educacional como ideologia“, de Distrusting Educational Technology, e “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’“, de Education and Technology: key issues and debates. Todos são leituras fortemente recomendadas!

Já ia esquecendo: temos também uma postagem (do tipo “divagação”) na qual comento sobre um texto do autor na (excelente) revista Learning, Media and Technology“Minding our language – why education and technology is full of bullshit… and what might be done about it”, disponível em seu perfil na plataforma academia.edu.

Para fechar por hora: na semana passada, fizemos o lançamento presencial do volume Educação e Tecnologia: abordagens críticas – tivemos uma tarde excelente, mas isso é assunto de outra postagem…

Clique aqui para baixar uma separata do capítulo de Neil em português.

Clique aqui para acessar a postagem de publicação de “A tecnologia educacional como ideologia“, de Distrusting Educational Technology.

Clique aqui para acessar a postagem de publicação de “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’“, de Education and Technology: key issues and debates.

Clique aqui para baixar o e-Book completo.

 

Novo vídeo: Alexandre Rosado fala sobre Educação & Tecnologia na literatura em português

Compartilhando mais um vídeo na série de “degustação” do e-Book Educação e Tecnologia: abordagens críticas, trazemos, hoje, o Prof. Alexandre Rosado, que fala sobre o capítulo ‘Educação e Tecnologia na literatura acadêmica on-line em português‘, escrito em parceria comigo e com a Profa. Jaciara Carvalho.

O capítulo é fruto de um cuidadoso trabalho de levantamento e análise de literatura que fizemos em 2016, especificamente para o e-Book, tendo também como objetivo criar um texto que pudéssemos utilizar com nossos orientandos que precisam produzir revisões de literatura para seus projetos, dissertações e teses.

A escrita, em particular, foi um trabalho relativamente complexo, não apenas porque somos três autores com perspectivas, experiências e estilos bastante diferentes, mas, principalmente, porque não queríamos que o texto tivesse um tom meramente “denunciatório”. Sim, pode haver problemas na literatura acadêmica (e não apenas na literatura em língua portuguesa), mas parte importante de qualquer abordagem que se apresente como “crítica” em alguma concepção é discutir alternativas e novos caminhos, além de evitar maniqueísmos e julgamentos de valor sem fundamentação. Não sei se tivemos sucesso completo nisso, mas certamente – e bravamente – tentamos!

Então, veja o que o professor tem a dizer:

O capítulo é relativamente longo (os detalhes metodológicos, em particular, ocupam espaço razoável, mas nos permitimos essa liberdade pensando nas utilizações possíveis do texto com/por pesquisadores em formação) e aborda muitos outros assuntos, mas o Prof. Alexandre conseguiu incluir alguns pontos essenciais.

Então, esperamos que alunos e colegas achem o capítulo útil tanto como um “retrato”, limitado, que seja, da nossa área, quanto uma “base”, ainda que limitada, para levantamentos e análises de literatura pertinente. Ficaremos muito gratos por qualquer tipo de feedback!

Clique aqui para baixar o e-Book completo.

Clique nos links a seguir para baixar separatas do capítulo em português e em inglês.

 

 

Com a palavra agora, Jeremy Knox!

Na sequência de apresentações em vídeo de capítulos do e-Book Educação e Tecnologia: abordagens críticas, passamos a palavra a Jeremy Knox, Professor-Pesquisador na Universidade de Edimburgo, na Escócia.  O assunto central do capítulo “A quantas anda a revolução? Três temas na movediça paisagem dos MOOC” é, obviamente, o Massive Open Online Course, Curso Aberto “Massivo” On-line, ou MOOC, como essa classe de cursos é tratada também em português:

Jeremy fala, também, sobre a área da Analítica da Aprendizagem (Learning Analytics – deixo aqui o link para o artigo na Wikipédia em inglês que trata do assunto, pois é razoavelmente detalhado) e levanta questões importantes sobre os usos cada vez frequentes de tecnologias de automatização na educação. Recomedamos a leitura “casada” do capítulo de Jeremy e do texto introdutório de Ralph Ings Bannell, Uma faca de dois gumes“, que também aborda a questão da automatização viabilizada por novas tecnologias de Inteligência Artificial. O texto de Giota Alevizou, “Da mediação à datificação: teorizando tendências em evolução nas mídias, tecnologia e aprendizagem“, também aborda questões pertinentes, no contexto mais amplo da Educação Aberta, que é tratada em uma perspectiva  histórica por Martin Weller em seu capítulo “O desenvolvimento de novas disciplinas na educação – o exemplo da Educação Aberta“.

Anteriormente a esse capítulo no e-Book, já havíamos publicado no Diálogos uma tradução de outro texto (fortemente recomendado) do autor, divulgada nesta postagemCinco críticas ao movimento REA (link direto para a versão em pdf). Infelizmente, o texto original em inglês (cujo link incluí naquele post) não está mais disponível, mas há um artigo nele baseado publicado na revista Teaching in Higher Education: “Five critiques of the Open Educational Resources Movement“.

Jeremy tem um livro excelente sobre MOOC: Posthumanism and the Massive Open Online Course , publicado pela Routledge em 2016 – leitura obrigatória para qualquer um que esteja estudando MOOC e queira aprofundar a discussão para além das alegações exageradas sobre seu potencial de “perturbação” (a bendita “disrupção” da qual tanto se tem falado por aí) da educação.

Este é o link para contatos com o autor via Twitter –  https://twitter.com/j_k_knox.

Você pode baixar o e-Book clicando aqui.

Alternativamente, acesse uma separata da versão em português de seu capítulo clicando aqui.

Por fim, clique aqui para baixar diretamente a tradução para o português de Five Critique of the OER Movement.

 

 

Enquanto o e-book não chega… entrevista com o Prof. Ralph Bannell

Estamos a todo o vapor nos últimos estágios de preparação de nosso e-book, sobre o qual contamos um pouco neste post do ano passado – a trabalheira tem sido enorme (pesquisadores e professores definitivamente não têm férias…), mas estamos muitíssimo satisfeitos com a forma que o volume final tomou.

Em breve, disponibilizaremos um e-book inteiramente bilíngue (português-inglês) com oito capítulos escritos, especialmente para nós, por especialistas de vários países e outros três veiculando textos a serem publicados em nosso idioma pela primeira vez. Há, ainda, uma deliciosa “cereja no bolo”: o belo prefácio escrito pelo Prof. Ralph Ings Bannell, diretor do Departamento de Educação da PUC-Rio, e um dos autores do livro Educação no século XXI: cognição, tecnologia e aprendizagens (Vozes, 2016).

Em seu prefácio, o Prof. Ralph mobiliza ideias e conceitos de diferentes subáreas da Filosofia para pensarmos questões relativas à presença de artefatos digitais na educação de forma aprofundada e contextualizada. Aguarde!

Enquanto o e-book não chega, vale assistir a entrevista concedida pelo Prof. à TV da Faculdade Artur Sá Earp Neto – Faculdade de Medicina de Petrópolis em fevereiro deste ano. Na entrevista, o professor discute, em um contexto histórico-filosófico, algumas das questões que emergem na interface educação-tecnologia, e traz alguns dos assuntos que explora mais detidamente em sua contribuição ao nosso e-book.

Por fim: fique atento à publicação do e-book, prevista para início de abril deste ano,  na página Nossas produções!

Tradução 2: “A tecnologia educacional como ideologia”, de Neil Selwyn

f3836Complementando nosso “pacote de fim de ano”  🙂  , circulamos agora a segunda tradução de texto do sociólogo da Educação e Tecnologia britânico Neil Selwyn:  o capítulo 2 de Distrusting Educational Technology: critical questions for changing times (Desconfiando da Tecnologia Educacional. Londres: Routledge, 2014 – também disponível para Kindle), intitulado “Educational Technology as ideology”, em português, “Tecnologia educacional como ideologia“. Eis uma tradução da apresentação do livro:

Desconfiando da Tecnologia Educacional explora criticamente o consenso otimista que envolve o uso da tecnologia digital na educação. A partir de uma variedade de perspectivas teóricas e empíricas, o livro mostra como as formas aparentemente neutras da tecnologia educacional têm, de fato, servido para alinhar a oferta e as práticas educacionais a valores neoliberais, desgastando a natureza da educação como um bem público e direcionando-a às tendências individualistas do século XXI. Questionando amplamente as dimensões ideológicas da tecnologia educacional, este livro examina, em detalhes, tipos específicos de tecnologia educacional atualmente em uso na educação, incluindo a educação virtual, cursos “abertos”, jogos digitais e mídias sociais. Conclui com recomendações específicas na direção de formas mais justas de tecnologia educacional. Leitura ideal para qualquer pessoa interessada na natureza em rápida transformação da educação contemporânea, Desconfiando da Tecnologia Educacional constitui uma crítica ambiciosa e muito necessária.

O capítulo 2 analisa (como o texto compartilhado anteriormente, de forma quase “didática”) várias concepções de “ideologia”, de forma a construir uma base para a discussão de Educação e Tecnologia como uma área caracterizada por conflitos e tensões de natureza fortemente política, mas que tendem a ser ignorados. Em outras palavras: o capítulo oferece um uma discussão aprofundada e muitíssimo bem argumentada em oposição à ideia de que a tecnologia é neutra.

Trata-se, aqui, de um texto bem mais denso do que o anterior (em parte, devido à complexidade da discussão sobre o tema central, “ideologia”), mas que articula as bases propostas na apresentação do livro. Os capítulos subsequentes exploram o que, de fato, consiste em ilustrações, exemplos específicos de “gêneros da tecnologia educacional” atual, conforme Selwyn explica no final do capítulo inicial: “virtual”, “aberta”, “jogos” e “social”. Vale analisar, também, a lista de referências, que inclui muitas possibilidades interessantes de outras leituras.

Desejamos boas leituras a todos – e fiquem por aqui, pois, mais tarde, circularemos novidades sobre nosso e-book anual!

Clique aqui para baixar “Tecnologia Educacional como ideologia“, de Neil Selwyn.

Clique aqui para acessar o texto que disponibilizamos ontem, “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’?“, do mesmo autor.

Tradução 1: “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’?”, de Neil Selwyn

f3836Na sequência do anúncio feito em postagem de ontem, compartilhamos agora o primeiro texto prometido, do sociólogo da Educação e Tecnologia britânico Neil Selwyn: o capítulo 1 do livro Education and Technology: key issues and debates (Londres: Routledge, 2011 – recentemente disponibilizado em sua segunda edição)Em tradução, eis a apresentação sucinta do livro:

A tecnologia digital está no coração da oferta educacional contemporânea. Este livro considera aspectos-chave da área e discute questões fundamentais – ainda que quase nunca verbalizadas – pertinentes ao uso crescente de tecnologias na educação. Focaliza aspectos sociais e técnicos dessas questões, reflete cuidadosamente sobre as pessoas, práticas, processos e estruturas envolvidas no uso de tecnologias na educação, e considera uma gama de debates e controvérsias correntes. A tecnologia substituirá a escola ou a universidade? A tecnologia substituirá o professor? O que realmente sabemos a respeito da relação entre aprendizagem e tecnologia? A tecnologia torna a aprendizagem mais justa? A tecnologia pode apoiar a resolução dos muitos problemas e desigualdades educacionais que confrontam pessoas ao redor do mundo? Qual o futuro da tecnologia e educação? Neil Selwyn lança um olhar crítico a alguns dos debates centrais sobre as tecnologias digitais na educação. O volume inclui questões de estudo e listas anotadas de leituras recomendadas, bem como um Website com sugestões de fontes e recursos complementares.

O capítulo traduzido é intitulado “What do we mean by ‘education’ and ‘technology’?”, em português, “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’“?.  Nesse capítulo, o autor examina diferentes concepções de “educação” e “tecnologia” de forma quase “didática”, lançando as bases para a apresentação de uma concepção mais abrangente de tecnologia educacional. Concebendo “tecnologia” de forma que engloba atores, relações, práticas e contextos, além de artefatos, é possível conduzir-se análises que revelam questionamentos bem mais interessantes e profundos do que as questões meramente instrumentais associadas ao “uso” de artefatos digitais em situações educacionais.

É interessante notar a consistência entre a concepção de “tecnologia” trazida em um post passado (uma tradução que fiquei devendo, mas que, um dia, terminarei) e a proposta de Selwyn, apesar dos autores (aparentemente) terem se apoiado em fontes bastante diferentes.

Nossa escolha em trabalhar com esse capítulo deve-se, além daquilo que percebemos como um “didatismo”, à sua natureza de “síntese situada”: ideias complexas de várias áreas são articuladas e situadas no contexto da Educação, que nem sempre é o caso em textos especialistas (da Filosofia da Técnica, por exemplo, que são bem menos acessíveis a leitores não especializados). A lista de referências utilizada é riquíssima – além de textos já considerados “clássicos” (como a trilogia A Era da Informação de Castells), engloba muitos outros autores que permanecem, como Selwyn, pouco divulgados por aqui.

Paro por aqui, mas volto amanhã com o segundo texto – até lá, boa leitura!

Clique aqui para baixar o “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’“?, de Neil Selwyn.