Tecnologia Educacional Crítica

Com a palavra agora, Jeremy Knox!

Na sequência de apresentações em vídeo de capítulos do e-Book Educação e Tecnologia: abordagens críticas, passamos a palavra a Jeremy Knox, Professor-Pesquisador na Universidade de Edimburgo, na Escócia.  O assunto central do capítulo “A quantas anda a revolução? Três temas na movediça paisagem dos MOOC” é, obviamente, o Massive Open Online Course, Curso Aberto “Massivo” On-line, ou MOOC, como essa classe de cursos é tratada também em português:

Jeremy fala, também, sobre a área da Analítica da Aprendizagem (Learning Analytics – deixo aqui o link para o artigo na Wikipédia em inglês que trata do assunto, pois é razoavelmente detalhado) e levanta questões importantes sobre os usos cada vez frequentes de tecnologias de automatização na educação. Recomedamos a leitura “casada” do capítulo de Jeremy e do texto introdutório de Ralph Ings Bannell, Uma faca de dois gumes“, que também aborda a questão da automatização viabilizada por novas tecnologias de Inteligência Artificial. O texto de Giota Alevizou, “Da mediação à datificação: teorizando tendências em evolução nas mídias, tecnologia e aprendizagem“, também aborda questões pertinentes, no contexto mais amplo da Educação Aberta, que é tratada em uma perspectiva  histórica por Martin Weller em seu capítulo “O desenvolvimento de novas disciplinas na educação – o exemplo da Educação Aberta“.

Anteriormente a esse capítulo no e-Book, já havíamos publicado no Diálogos uma tradução de outro texto (fortemente recomendado) do autor, divulgada nesta postagemCinco críticas ao movimento REA (link direto para a versão em pdf). Infelizmente, o texto original em inglês (cujo link incluí naquele post) não está mais disponível, mas há um artigo nele baseado publicado na revista Teaching in Higher Education: “Five critiques of the Open Educational Resources Movement“.

Jeremy tem um livro excelente sobre MOOC: Posthumanism and the Massive Open Online Course , publicado pela Routledge em 2016 – leitura obrigatória para qualquer um que esteja estudando MOOC e queira aprofundar a discussão para além das alegações exageradas sobre seu potencial de “perturbação” (a bendita “disrupção” da qual tanto se tem falado por aí) da educação.

Este é o link para contatos com o autor via Twitter –  https://twitter.com/j_k_knox.

Você pode baixar o e-Book clicando aqui.

Alternativamente, acesse uma separata da versão em português de seu capítulo clicando aqui.

Por fim, clique aqui para baixar diretamente a tradução para o português de Five Critique of the OER Movement.

 

 

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Audrey Watters fala sobre seus capítulos do e-Book TICPE 2017

Lançando nosso canal no Youtube, estaremos publicando, ao longo das próximas semanas, várias postagens relativas ao e-Book Educação e Tecnologia: abordagens críticas, cada uma focalizando um capítulo do volume, que será abordado pelo(s) próprio(s) autor(es) em vídeos produzidos exclusivamente para divulgarmos a coletânea.

Hoje, inauguramos a série com Audrey Watters, autora dos capítulos “A História do Futuro da Tecnologia Educacional” e “In-imaginável: a história oculta da tecnologia educacional”, na Parte III do e-Book, Historicidade. No vídeo, Audrey fala um pouco sobre sua contribuição ao e-Book, apresentando, de fato, ideias que perpassam seu trabalho como pesquisadora e escritora independente na área da Educação e Tecnologia, mostrando que seu apelido – Cassandra da Tecnologia Educacional – é muitíssimo apropriado.

Assista, a seguir, o vídeo com legendas em português.

Para baixar o e-Book, clique aqui:

Para baixar apenas os capítulos de Audrey em português, clique aqui (academia.edu).

Recomendamos, também, uma visita ao blog da autora, Hack Education –  o trabalho de Audrey é cuidadoso e muito bem articulado, e seus questionamentos são bastante oportunos!

Tradução 2: “A tecnologia educacional como ideologia”, de Neil Selwyn

f3836Complementando nosso “pacote de fim de ano”  🙂  , circulamos agora a segunda tradução de texto do sociólogo da Educação e Tecnologia britânico Neil Selwyn:  o capítulo 2 de Distrusting Educational Technology: critical questions for changing times (Desconfiando da Tecnologia Educacional. Londres: Routledge, 2014 – também disponível para Kindle), intitulado “Educational Technology as ideology”, em português, “Tecnologia educacional como ideologia“. Eis uma tradução da apresentação do livro:

Desconfiando da Tecnologia Educacional explora criticamente o consenso otimista que envolve o uso da tecnologia digital na educação. A partir de uma variedade de perspectivas teóricas e empíricas, o livro mostra como as formas aparentemente neutras da tecnologia educacional têm, de fato, servido para alinhar a oferta e as práticas educacionais a valores neoliberais, desgastando a natureza da educação como um bem público e direcionando-a às tendências individualistas do século XXI. Questionando amplamente as dimensões ideológicas da tecnologia educacional, este livro examina, em detalhes, tipos específicos de tecnologia educacional atualmente em uso na educação, incluindo a educação virtual, cursos “abertos”, jogos digitais e mídias sociais. Conclui com recomendações específicas na direção de formas mais justas de tecnologia educacional. Leitura ideal para qualquer pessoa interessada na natureza em rápida transformação da educação contemporânea, Desconfiando da Tecnologia Educacional constitui uma crítica ambiciosa e muito necessária.

O capítulo 2 analisa (como o texto compartilhado anteriormente, de forma quase “didática”) várias concepções de “ideologia”, de forma a construir uma base para a discussão de Educação e Tecnologia como uma área caracterizada por conflitos e tensões de natureza fortemente política, mas que tendem a ser ignorados. Em outras palavras: o capítulo oferece um uma discussão aprofundada e muitíssimo bem argumentada em oposição à ideia de que a tecnologia é neutra.

Trata-se, aqui, de um texto bem mais denso do que o anterior (em parte, devido à complexidade da discussão sobre o tema central, “ideologia”), mas que articula as bases propostas na apresentação do livro. Os capítulos subsequentes exploram o que, de fato, consiste em ilustrações, exemplos específicos de “gêneros da tecnologia educacional” atual, conforme Selwyn explica no final do capítulo inicial: “virtual”, “aberta”, “jogos” e “social”. Vale analisar, também, a lista de referências, que inclui muitas possibilidades interessantes de outras leituras.

Desejamos boas leituras a todos – e fiquem por aqui, pois, mais tarde, circularemos novidades sobre nosso e-book anual!

Clique aqui para baixar “Tecnologia Educacional como ideologia“, de Neil Selwyn.

Clique aqui para acessar o texto que disponibilizamos ontem, “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’?“, do mesmo autor.

Tradução 1: “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’?”, de Neil Selwyn

f3836Na sequência do anúncio feito em postagem de ontem, compartilhamos agora o primeiro texto prometido, do sociólogo da Educação e Tecnologia britânico Neil Selwyn: o capítulo 1 do livro Education and Technology: key issues and debates (Londres: Routledge, 2011 – recentemente disponibilizado em sua segunda edição)Em tradução, eis a apresentação sucinta do livro:

A tecnologia digital está no coração da oferta educacional contemporânea. Este livro considera aspectos-chave da área e discute questões fundamentais – ainda que quase nunca verbalizadas – pertinentes ao uso crescente de tecnologias na educação. Focaliza aspectos sociais e técnicos dessas questões, reflete cuidadosamente sobre as pessoas, práticas, processos e estruturas envolvidas no uso de tecnologias na educação, e considera uma gama de debates e controvérsias correntes. A tecnologia substituirá a escola ou a universidade? A tecnologia substituirá o professor? O que realmente sabemos a respeito da relação entre aprendizagem e tecnologia? A tecnologia torna a aprendizagem mais justa? A tecnologia pode apoiar a resolução dos muitos problemas e desigualdades educacionais que confrontam pessoas ao redor do mundo? Qual o futuro da tecnologia e educação? Neil Selwyn lança um olhar crítico a alguns dos debates centrais sobre as tecnologias digitais na educação. O volume inclui questões de estudo e listas anotadas de leituras recomendadas, bem como um Website com sugestões de fontes e recursos complementares.

O capítulo traduzido é intitulado “What do we mean by ‘education’ and ‘technology’?”, em português, “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’“?.  Nesse capítulo, o autor examina diferentes concepções de “educação” e “tecnologia” de forma quase “didática”, lançando as bases para a apresentação de uma concepção mais abrangente de tecnologia educacional. Concebendo “tecnologia” de forma que engloba atores, relações, práticas e contextos, além de artefatos, é possível conduzir-se análises que revelam questionamentos bem mais interessantes e profundos do que as questões meramente instrumentais associadas ao “uso” de artefatos digitais em situações educacionais.

É interessante notar a consistência entre a concepção de “tecnologia” trazida em um post passado (uma tradução que fiquei devendo, mas que, um dia, terminarei) e a proposta de Selwyn, apesar dos autores (aparentemente) terem se apoiado em fontes bastante diferentes.

Nossa escolha em trabalhar com esse capítulo deve-se, além daquilo que percebemos como um “didatismo”, à sua natureza de “síntese situada”: ideias complexas de várias áreas são articuladas e situadas no contexto da Educação, que nem sempre é o caso em textos especialistas (da Filosofia da Técnica, por exemplo, que são bem menos acessíveis a leitores não especializados). A lista de referências utilizada é riquíssima – além de textos já considerados “clássicos” (como a trilogia A Era da Informação de Castells), engloba muitos outros autores que permanecem, como Selwyn, pouco divulgados por aqui.

Paro por aqui, mas volto amanhã com o segundo texto – até lá, boa leitura!

Clique aqui para baixar o “O que queremos dizer com ‘educação’ e ‘tecnologia’“?, de Neil Selwyn.