Curso online que contou com docente da TICPE recebe prêmio

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Com alegria, recebo a notícia de que o curso online Educação e Participação em rede venceu o 8º Prêmio ARede Educa 2016 na categoria Educação a Distância/Sociedade Civil. Fui uma das autoras, a convite do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e que contou com o envolvimento de estudantes e professores da Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP em uma das etapas de criação.

:: O Prêmio – Em sua nona edição, contemplando diversas categorias, foram premiadas  52 iniciativas públicas e privadas de todo o país, da educação básica à superior. Os trabalhos fornecem um panorama do que vem sendo feito quanto à “boas práticas”, contribuindo para compartilhar esses projetos e inspirar a criação de novos. As iniciativas podem ser conhecidas por meio de reportagens que compõem o Anuário ARede 2016-2017 (abaixo). As páginas 124 e 125 apresentam uma reportagem sobre o curso, com trechos de uma entrevista realizada comigo.

:: O curso – É online, gratuito e aberto a qualquer pessoa interessada pela temática que leva seu nome: Educação e participação em rede.  Por ter um caráter mais autoinstrucional (ainda que conte com um fórum de discussão), o desafio foi justamente proporcionar aprofundamento da ideia de rede, de participação em rede (virtual e no território) e sua relação com educação integral sem que a interação e a colaboração fossem a estrutura da proposta pedagógica.

Uma das estratégias adotadas para a percepção de nós e conexões – elementos que estruturam as redes – foi a construção de um curso baseado em vídeos, materiais e atividades sem percurso pré-definido, no qual cada participante tem a liberdade de iniciar sua formação a partir de qualquer . Assim, a navegação não obedece uma sequência didática preestabelecida entre seus conteúdos, ainda que estes estejam organizados em três eixos temáticos: Conexão em rede, Participação em rede Educação em rede. São essas temáticas, aliás, que pautaram as gravações dos vídeos com especialistas. As atividades foram elaboradas de modo a provocar nos participantes reflexões sobre sua participação e de outros sujeitos em redes, sobre concepções de educação e o que implica tratar de educação integral.

Mais informações a respeito dele e de quando serão ofertadas novas turmas podem ser conferidas no site do projeto Educação&Participação, responsável pela inciativa. Abaixo, vídeo que apresenta o curso:

Tecnologia educacional: por uma perspectiva histórica e contextualizada

“A Tecnologia Educacional (TE) pode ser entendida como um campo de pesquisa, desenvolvimento e aplicação que se constitui por pautas diversas e é marcado por múltiplas contradições, conflitos e tensões, de forma consistente com a perspectiva do sociólogo da TE Neil Selwyn”.

Como ilustração das possibilidades abertas por essa forma de pensar a TE, a Profa. Giselle Ferreira tomou o exemplo de dois verbetes – Educação/Aprendizagem Aberta/Aprendizagem Aberta a Distância e Inclusão Tecnológica para provocar reflexões durante  o Simpósio Internacional de Educação a Distância realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os verbetes foram elaborados em colaboração com a Profa. Jaciara de Sá Carvalho e serão publicados em 2017 no Dicionário Crítico de Tecnologia Educacional, organizado pelo Prof. Daniel Mill (UFSCar).

“Em ambos os verbetes, figuram proeminentemente, como eixos organizadores do argumento proposto, as antinomias ‘inovação vs. tradição e ‘inclusão vs. exclusão’, que refletem uma polarização identificada na literatura da área entre visões ‘prometeicas’ e ‘fáusticas’ acerca da relação entre a técnica e o humano. Nessa perspectiva, a discussão na área precisaria adotar abordagens que considerem questões histórico-filosóficas e resgatem a importância das especificidades contextuais na pesquisa empírica, de modo a possibilitar a discussão de implicações da historicidade dos significados atribuídos a rótulos em diferentes lugares e tempos”- sugere a Prof. Giselle.

Sua palestra integrou a Mesa Temática Pesquisa em Educação a Distância e Tecnologias Educacionais: cenários, métodos e importância da qual também participaram os professores doutores Vani Kenski (ABED/SITE/USP) e Fernando Fidalgo (UFMG). Confira a gravação da mesa no vídeo abaixo:

 

 

Retrato da EaD no Brasil pelo MEC

Começou hoje o Congresso Internacional ABED de Educação a Distância (22º CIAED) em Águas de Lindóia (SP) e cá estou para acompanhar e participar da mesa Redes Sociais e Educação com a Profª Vani Kenski (Fe/USP) e José Erigleidson da Silva (PUC-SP), nesta terça (20/9).

Hoje à tarde, fui conferir o Encontro para diálogo entre a comunidade brasileira de EaD e o Ministério da Educação, em que participaram alguns representantes do MEC.

Quero destacar as intervenções oportunas do presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) no que diz respeito à expansão da EaD no País. Luiz Roberto Curi chama atenção para o caráter da expansão, chamando a sociedade para a seguinte questão :”o que se quer da expansão da EaD?”. Segundo Curi, a expansão da EaD até hoje não conseguiu alterar:

  • a quantidade de vagas por região: a oferta é maior em locais que já possuem muitas instituições oferecendo Educação Superior presencial – disparado o Sudeste.
  • a concentração de cursos que tradicionalmente são ofertados pela modalidade (pedagogia, administração, direito, ciências contábeis).

Um dos desafios para a EaD é dialogar com o Plano Nacional de Educação para que sejam dobradas o número de matrículas de jovens de 18 a 24 anos na Educação Superior. “O processo de expansão não pode ser desvinculado das políticas públicas” e, mesmo, das políticas que as instituições privadas possuem – elas também devem considerar a desproporcionalidade da distribuição da EaD no país, segundo Curi. Diante de uma platéia onde estavam muitos representantes de instituições de ensino, o representante do CNE chamou atenção das instituições (privadas e públicas) para apresentarem propostas que “atendam a necessidade da sociedade brasileira e não de um ator ou grupo”. Os dados são alarmantes: 66% dos municípios brasileiros não tem Educação Superior. “É preciso discutir expansão da EaD diante das necessidades do país”, disse.

Antes de Curi, Joana D’Arc Ribeiro, da Secretaria de Educação Superior do MEC, apresentou slides que ajudam a ter um retrato da Educação Superior a distância no país. Algumas fotos da apresentação não estão muito boas, mas achei que vale compartilhar. Chamo atenção para a listagem da regulamentação da EaD, incluindo uma nova Resolução muito comentada no evento (Nº1/2016).

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Apresentação virtual no European Conference on Education

Alguns congressos internacionais tem disponibilizado os trabalhos dos pesquisadores antes mesmo de sua apresentação. É o caso do European Conference on Education 2016 (ECE2016), organizado pelo International Academic Forum (IAFOR). O congresso será realizado na cidade de Brighton, no sul da Inglaterra a partir de amanhã.

Sob o formato de “pôster virtual”, a doutoranda Simone Markenson, orientada pela Profa. Giselle Ferreira, apresentará no evento  o trabalho Design patterns in educational contexts: an approach to support teaching with technologies? (Patterns pedagógicos em contextos educacionais: uma abordagem de apoio ao ensino com as tecnologias?)

O Congresso será realizado entre os dias 29 de junho e 3 de julho, mas já é possível conferir a apresentação (em inglês) de Simone, decorrente de pesquisa que vem desenvolvendo na linha TICPE/UNESA.

Link de acesso ao resumo e pôster virtual: http://papers.iafor.org/submission32297/.

Design Patterns in Educational Contexts: An Approach to Support Teaching with Technologies? from IAFOR on Vimeo.

 

TICPE no TicEduca 2016 em Lisboa

slidersPT2-1200x440O IV Congresso Internacional de TIC e Educação, TicEduca, será realizado entre 8 e 10 de setembro no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Em 2016, a temática do evento é “A tecnologia digital e a escola do futuro” – veja mais detalhes neste link.

Dentre os keynote speakers, o evento promete a presença de Sugata Mitra, Professor Titular de Tecnologia Educacional na School of Education, Communication and Language Sciences da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, conhecido mundialmente por seu projeto Hole in the wall (para quem se interessar pela controvérsia em torno das afirmações e generalizações que emergiram desse projeto, sugiro uma olhada no blog de Donald Clarkeeste post, para começar)

Os seguintes trabalhos serão apresentados por integrantes do grupo TICPE:

Leitura e produção de fotografias com professores 

Daniela Punaro B. de Faria (mestre egressa),  Profa. Dra. Stella Pedrosa

A inserção da tecnologia digital no ambiente escolar exige pensar uma prática recontextualizada o que demanda que o desenvolvimento de um processo reflexivo anteceda ao uso de formas de utilização de procedimentos e objetos. É necessário conjugar possibilidades, riscos e desafios do uso da tecnologia nas escolas, permeando conteúdos e estratégias de ensino. Tomando-se o pressuposto que a tecnologia faz parte da contemporaneidade e que precisa ser incorporada às práticas escolares, o professor não pode ser um mero executor do  “pré-estabelecido”. Ao contrário, ele precisa ser aquele que a partir de sua própria proposta, em consonância com seus objetivos e práticas, dará sentido ao uso da tecnologia. Partindo deste pressuposto considera-se a incorporação da tecnologia digital um caminho fecundo, desde que a prática seja  permeada pela reflexão e busca de conhecimentos específicos necessários ao uso da mesma. O artigo apresenta o desenvolvimento de uma oficina de fotografia oferecida a professores de um curso de especialização realizado da Região do Grande Rio. A oficina foi desenhada de modo contextualizado visando a reflexão sobre as possibilidades e o alcance do uso da fotografia por docentes.

As Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Superior: usos por docentes

Rejane Cunha Freitas (doutora egressa), Profa. Dra. Giselle Ferreira

O presente artigo é um recorte de uma pesquisa mais ampla que teve o objetivo geral de investigar concepções e práticas com as tecnologias de informação e comunicação no ensino superior. A pesquisa consistiu em um estudo de caso que tomou como campo uma instituição de ensino superior privada brasileira, partindo de um questionamento acerca dos discursos por mudança no ensino superior que sustentam a defesa das tecnologias de informação e comunicação, mas que são desarticulados do tipo de uso efetivamente feito dessas tecnologias, em sala de aula. O recorte apresentado focaliza os tipos de usos das tecnologias de informação e comunicação em práticas no ensino superior, conforme indicados pelos professores nos dados coletados em 70 questionários distribuídos em início de 2015, os uais foram tratados estatisticamente, permitindo a identificação de um perfil geral dos docentes da instituição. Os achados indicam que, na melhor das hipóteses, tem havido um impacto modesto dessas tecnologias nas estratégias de ensino comumente utilizadas, pois a integração de novos recursos tende a ser feita de modo a possibilitar a continuidade de práticas pedagógicas já estabelecidas. Observa-se a partir dos dados, pouca experimentação em sala de aula com o uso das tecnologias de informação e comunicação, em parte, explicáveis por contingências, tais como falta de tempo e falta de uma formação específica para a docência no ensino superior.

Educação e a infoliteracia: desafios contemporâneos aos bibliotecários de universidades

Regina Oliveira de Almeida (doutora egressa), Profa. Dra. Giselle Ferreira

Este artigo analisa as concepções sobre o perfil educativo do bibliotecário e consiste em um recorte de uma pesquisa de doutorado que objetivou estudar a importância da literacia informacional para a ressignificação do papel do bibliotecário, por meio das postagens nas comunidades on-line de bibliotecários do Brasil. O referencial teórico adotado foi desenvolvido em torno de três eixos: a literacia informacional, a mediação e a competência. Realizou-se uma amostra de grupos de bibliotecários sobre esta temática em diferentes redes sociais (blogs, lista Bib@migos, Facebook, predominantemente) e de um questionário com uma amostra de professores de Biblioteconomia e bibliotecários de universidades brasileiras; estes de universidades da região sudeste do país. Foi conduzida uma análise de conteúdo das postagens feitas nas redes e das respostas dos docentes e bibliotecários da amostra, no período de julho de 2013 a junho de 2014. Há uma concepção hegemônica expressa pelas falas onde o papel educativo do bibliotecário é percebido em contraponto a algumas vozes docentes críticas. Concluiu-se que a literacia informacional ainda não se impôs como força suficiente para a ressignificação da área, mas esboça-se que as atividades que representam podem contribuir para a transformação do perfil biblioteconômico.

Design Patterns em contextos educacionais: concepções para o ensino com as tecnologias

Simone Markenson (doutoranda), Profa. Dra. Giselle Ferreira

A consolidação do potencial transformador das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na educação é fortemente influenciada pela concepção epistemológica do docente em relação ao processo educacional. A reorientação das TIC de coadjuvantes para mediadores no processo de ensino-aprendizagem requer apropriação e motivação por parte do docente. A abordagem dos patterns, originalmente proposta em 1979 por Christopher Alexander na obra The Timeless Way of Building, para construção de projetos arquitetônicos, tem sido defendida como um meio de promover essa apropriação. Este poster baseia-se em investigação em curso que objetiva examinar criticamente como esta abordagem está sendo adotado na educação, com foco em usos relacionados com as TIC. Os resultados preliminares sugerem que há pouco consenso tanto em relação às formas de identificar, catalogar e compartilhar patterns pedagógicos, quanto sobre as metas e objetivos para a sua utilização. Além disso, há pouca ou nenhuma empiria sobre o impacto real de uma abordagem de patterns nas concepções e práticas dos professores com as TIC. Embora patterns pedagógicos sejam defendidos como um meio para facilitar a difusão de “boas práticas”, no âmbito da Tecnologia Educacional são reduzidos a argumentos que levam à diminuição do tempo de pesquisa, teste e implementação de novos recursos educacionais, mesmo que na concepção original não seja limitado à ideia de “como fazer”, em que os patterns encapsulam soluções reutilizáveis para problemas recorrentes e destacam a importância das especificidades contextuais.

Educação a distância e movimentos sociais em rede: articulação para formação cidadã

Profa. Dra. Jaciara de Sá Carvalho

A articulação da formação com movimentos sociais em rede é uma das seis condições sugeridas em pesquisa sobre princípios e práticas para uma educação cidadã a distância (CARVALHO, 2015). A investigação foi desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e entrevistas com especialistas em educação a distância do Brasil, de Portugal e da Venezuela. O presente artigo retoma a problemática de pesquisa, aborda movimentos sociais em rede pelo seu potencial de formação e transformação e discorre sobre uma das condições resultantes da investigação. A condição articulação com movimentos sociais em rede seria uma oportunidade para a vivência de experiências democráticas, de desenvolvimento da consciência crítica e de intervenção em realidades de forma dialogada com temas/objetos em estudo. Além de contribuir com a formação pela cidadania, a articulação oferece uma alternativa de abertura do currículo que foge ao padrão de aproximação com o mercado e valoriza saberes construídos pelos coletivos sociais nos espaços de formação institucionalizados.

Colóquio de Pesquisas em Educação e Mídia – Edição de 2016

CEPEM_2016

Estão abertas as inscrições para o 5o Colóquio de Educação e Mídia, CEPEM, que será realizado de 16 a 19 de novembro de 2016, na Unirio. Organizado pelos Programas de Pós-Graduação em Educação do Rio de Janeiro – a Profa. Stella Pedrosa é a representante da TICPE – o evento “dará continuidade ao objetivo dos colóquios anteriores, que é de ser uma reunião de grupos de pesquisa cujo objeto de estudo é a relação entre a educação e as mídias.”

Neste ano, será realizada, também, a primeira Escola de Primavera em Educação e Mídia, EPEM, direcionada a estudantes de pós-graduação.

Veja neste link os detalhes sobre o CEPEM, e neste outro link os detalhes sobre o EPEM.

Novo visual

Nosso Diálogos está de roupa nova!

Logo após do lançamento do nosso e-book Educação e tecnologia: parcerias. Volume 4, em novembro de 2015, tínhamos a intenção de fazer algumas mudanças na aparência do site. Um pouquinho atrasado – antes tarde do que nunca – adotamos um novo template.

Esperamos que nossos leitores apreciem a escolha, e continuem a nos visitar.

E falando em visitas… Dei uma espiada nas estatísticas do site e vi o seguinte: tivemos mais de 1500 downloads do e-book volume 4, bem como quase 5 mil visitas até agora, apenas em 2016. Como em anos anteriores, a maior parte dos nossos visitantes é oriunda do Brasil, mas recebemos visitas, também, dos mais variados países, como mostra o mapa abaixo:

Visitas_Diálogos_19_junho_2015

Deixamos, então, os nossos agradecimentos a todos que por aqui navegam: voltem sempre!