Educação Aberta

Tecnologia educacional: por uma perspectiva histórica e contextualizada

“A Tecnologia Educacional (TE) pode ser entendida como um campo de pesquisa, desenvolvimento e aplicação que se constitui por pautas diversas e é marcado por múltiplas contradições, conflitos e tensões, de forma consistente com a perspectiva do sociólogo da TE Neil Selwyn”.

Como ilustração das possibilidades abertas por essa forma de pensar a TE, a Profa. Giselle Ferreira tomou o exemplo de dois verbetes – Educação/Aprendizagem Aberta/Aprendizagem Aberta a Distância e Inclusão Tecnológica para provocar reflexões durante  o Simpósio Internacional de Educação a Distância realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os verbetes foram elaborados em colaboração com a Profa. Jaciara de Sá Carvalho e serão publicados em 2017 no Dicionário Crítico de Tecnologia Educacional, organizado pelo Prof. Daniel Mill (UFSCar).

“Em ambos os verbetes, figuram proeminentemente, como eixos organizadores do argumento proposto, as antinomias ‘inovação vs. tradição e ‘inclusão vs. exclusão’, que refletem uma polarização identificada na literatura da área entre visões ‘prometeicas’ e ‘fáusticas’ acerca da relação entre a técnica e o humano. Nessa perspectiva, a discussão na área precisaria adotar abordagens que considerem questões histórico-filosóficas e resgatem a importância das especificidades contextuais na pesquisa empírica, de modo a possibilitar a discussão de implicações da historicidade dos significados atribuídos a rótulos em diferentes lugares e tempos”- sugere a Prof. Giselle.

Sua palestra integrou a Mesa Temática Pesquisa em Educação a Distância e Tecnologias Educacionais: cenários, métodos e importância da qual também participaram os professores doutores Vani Kenski (ABED/SITE/USP) e Fernando Fidalgo (UFMG). Confira a gravação da mesa no vídeo abaixo:

 

 

e-Book Educação e tecnologia: parcerias. Volume 4 – publicado!

Capa Educação e Tecnologias Parcerias vol 4 - proposta 6.5Anunciamos, com muita alegria, a publicação de nosso e-book anual, Educação e tecnologia: parcerias. Volume 4. A coletânea deste ano inclui 9 capítulos que, utilizando uma variedade de abordagens teórico-metodológicas, focalizam temáticas “de ponta” no universo de interlace entre as tecnologias, principalmente as digitais, e a educação.

Seguimos o mesmo processo estabelecido na preparação do volume anterior: um esquema de avaliação cega por pares fundamentando a seleção de trabalhos dentre as propostas enviadas em resposta à nossa chamada aberta. O Prof. Alexandre Rosado foi novamente responsável belo projeto gráfico e editoração cuidadosa do material, que, mais uma vez, inclui uma exposição de novos trabalhos do artista visual João Lin. Atualizamos o estilo da capa, que, neste ano, foi criada também pelo Prof. Alexandre utilizando uma imagem de um mosaico abstrato criado pela mosaicista Eunice Ferreira.

Algumas palavras de nossa apresentação:

A preparação de nosso – agora consolidado – e-book anual é um grande prazer para nós da linha TICPE. Nosso trabalho é artesanal: conduzimos todo o processo nós mesmos, com muito entusiasmo, em um grande mosaico de pesquisadores, orientandos, seus textos e, também, artistas e suas encantadoras obras de arte. Cuidamos desde a seleção dos textos, revisão técnica e diagramação até a disponibilização e disseminação via redes digitais, o que atesta nosso comprometimento com a pesquisa e, acima de tudo, nosso profundo respeito pelo diálogo e cooperação.

Em parte, são as próprias TIC, instrumentos de alta tecnologia, que possibilitam esta empreitada artesanal: das ferramentas livremente disponíveis que utilizamos às plataformas de redes sociais que apoiam nossas redes de contatos. No entanto, mais importante do que artefatos, julgamos que são, de fato, o talento, as habilidades e o comprometimento de todos que contribuem para o processo, incluindo nossos pareceristas e Conselho Científico, o que nos possibilita levar às suas mãos, anualmente, esta coletânea.

O volume inclui, também, uma homenagem personalíssima de Luis Zorraquino, companheiro de nossa saudosa Estrella Bohadana, a quem dedicamos a obra:

A produção deste volume 4 (…) foi marcada pela perda irreparável que sofremos em maio deste ano: a de nossa colega, companheira de aventuras intelectuais e amiga, Estrella Bohadana. Estrella era a única componente original do grupo TICPE, criado em 2000, e uma das responsáveis pela idealização e concretização do volume que deu origem à série. (…)

Agradecemos ao Luis por compartilhar sua perspectiva tão pessoal conosco e com os nossos leitores, e dedicamos o Educação e tecnologia: parcerias. Volume 4 à Estrella.

Agradecemos a todos que contribuíram das mais diversas formas, em particular, os autores, pareceristas e membros do Conselho Científico. Somos, também, muito gratos ao João por sua enorme generosidade em compartilhar, primeiramente conosco e, obviamente, com nossos leitores, seus delicados trabalhos.

Clique aqui para baixar o volume completo.

Clique aqui para baixar o cartaz de divulgação do trabalho (com QR Code).

Clique aqui para acessar a página com links para todos os volumes da série.

 

TICPE no 11o SENAED da ABED

logotipoDurante esta semana, a TICPE irá participar do 11o Seminário Nacional de Educação a Distância, SENAED, promovido pela Associação Brasileira de Educação a Distância, ABED. O evento começa amanhã, dia 9 de junho, às 9:30, com uma Sessão Plenária que deverá contar com a presença de Renato Janine, Ministro da Educação, seguida de uma palestra do Prof. Ronaldo Mota, Reitor da UNESA.

Durante a tarde, serão realizadas diversas mesas paralelas, e estarei compondo a Mesa 1, intitulada Qualidade na Educação a Distância: reflexão sobre modelos, concepções e contextos, juntamente com os Professores Márcio Lemgruber, da TICPE, e Alexandre Rosado, nosso colaborador do INES. Nosso plano é discutir a questão da “qualidade” de forma contextualizada, ou seja, sem quaisquer pretensões a propor “definições” ou “recomendações”, mas, sim, oferecendo questionamentos pertinentes com base em nossas pesquisas e experiências na Open University do Reino Unido (eu), Projeto Veredas na UFJF (Márcio) e INES (Alexandre).

O evento será realizado no campus Menezes Cortes da UNESA.

Clique aqui para acessar o site do evento.

Clique aqui para visualizar a programação completa do evento.

Tecnologia, educação e Gould: “mind the bullshit” (divagações de uma tarde de domingo)

Já faz algum tempo que este blog tem sido usado mais como quadro de avisos do que da forma que originalmente planejáramos: um espaço de compartilhamento e discussão de questões interessantes e relevantes. Obviamente, tempo (falta de?) é uma questão (explicação) fundamental, mas, passou-me hoje mais cedo pela newsfeed do Facebook uma postagem sobre “ensino de música a distância” que me deixou com uma enorme necessidade de encontrar formas de redirecionar os pensamentos. Fiquei a imaginar, em múltiplas e coloridas distopias, como poderia ter sido a formação de Glenn Gould com base em trocas de pfd’s e mp3’s e encontros via Skype... (pensei não somente na formação do instrumentista, mas, também, na formação do “mito Gould”, incluindo a criação de algumas veneradas gravações feitas por ele). Comecei, então, a esboçar este post, enquanto fazia anotações que podem vir (talvez?) a se tornar uma resenha.

Obviamente, não sou avessa a “inovações”, e não é a dita questão da “mediação tecnológica” que me preocupa (se bem que, realmente, há problemas bem práticos – por exemplo, banda?), especificamente, mas, sim, me parece estranha a ideia de que se pode “ensinar música” com os artefatos mencionados. De fato, estou me referindo, em particular, à formação do instrumentista, que também requer processos de disciplina do corpo. A ideia me parece, simplesmente, ludicrous (não consigo pensar em uma boa palavra em português no momento, perdoem-me). Resolvi buscar alguma outra coisa para me ocupar os pensamentos, e passei a refletir sobre o último número da revista Learning, Media and Technologydedicado a discussões críticas acerca da Educational Technology (para nós, seria TIC na Educação, não Tecnologia Educacional, exatamente – mas isso é outro assunto!).

Em particular, foi o Editorial de Neil Selwyn que me veio à mente: “Tomando cuidado com a nossa linguagem: porque a área da tecnologia na educação está cheia de baboseiras… e o que pode ser feito a respeito disso”. No original, o autor usa o termo coloquial bullshit (não exatamente anátema, mas uma palavra chula), traduzido no Google Translate como “treta”, que não usamos comumente no Brasil (que eu saiba – disclaimer para que meus alunos depois não reclamem que estou generalizando sem fundamentação!) e que, em Portugal, tem conotações bem diferentes. Que seja como for – com essas considerações, consegui, divertindo-me, (mais ou menos) neutralizar os efeitos desagradáveis (ou seja, uma grande irritação) que me causaram as imagens de Gould, ainda criança, tentando comunicar-se por chat com seu tutor instrumental (ou mesmo com seu engenheiro de som) acerca da execução de alguma passagem das Variações Goldberg

O texto de Selwyn é mais uma pérola de um autor que oferece em seus trabalhos uma combinação de aprofundamento teórico com elementos de linguagem coloquial (incluindo alguns neologismos, por vezes, até engraçados), tornando-os (penso eu) mais acessíveis do que alguns dos textos de cunho mais filosófico que temos utilizado na TICPE. Infelizmente, conheço apenas dois artigos do autor que foram traduzidos para o nosso idioma: O uso das TIC na educação e promoção de inclusão social: uma perspectiva crítica do Reino Unido (publicado na revista Educação e Sociedade, 2008) e Em defesa da diferença digital: uma abordagem crítica sobre os desafios da Web 2.0 (não sei detalhes sobre essa tradução, mas está disponível no espaço do autor no academia.edu, com data de 2011). Selwyn tem, também, vários livros excelentes, mas, que eu saiba, apenas Telling Tales on Technology: qualitative studies of technology and education (2002) está livremente disponível.

Adotando uma perspectiva discursivo-crítica à área, Selwyn, em essência, defende a necessidade de maior atenção a questões relativas à linguagem. O texto constitui uma crítica veemente, ainda que marcada por um certo senso de humor (irônico), à retórica utilizada na esmagadora maioria das discussões sobre os usos das TIC na educação. Trazendo elementos da discussão de Harry Frankfurt em On Bullshit (2005 – veja, aqui, um artigo relevante), Selwyn sugere, simplesmente, que “muito do que se diz sobre educação e tecnologia pode ser classificado como bullshit“. Na construção de seu argumento, o autor critica as hipérboles (exageros), a ausência de fundamentação teórico-reflexiva (as visões excessivamente otimistas ou prometeicas da tecnologia) e a frequente falta de apoio na empiria, que contribuem para a naturalização e universalização de ideias que, de fato, mal escondem posicionamentos ideológicos passíveis de duras críticas.

Dessa forma, defende a noção de que a terminologia da área tende a construir formas específicas de pensar a respeito da presença das TIC na educação. Um exemplo que acho particularmente interessante, dentre outros mencionados, é o uso frequente de termos relativos a “aprendizagem” nos rótulos da EdTech – “Ambiente Virtual de Aprendizagem”, “Aprendizagem conectada”, “Sistemas inteligentes de tutoria”. Tais termos, segundo Selwyn, “implicam um propósito inequívoco para as tecnologias digitais na educação, ou seja, servir como uma ferramenta na busca da aprendizagem” com total descaso pela contingência (algo que muito me incomoda na literatura do gênero “futurologia” – no post de ontem cheguei a mencionar a questão do uso de linguagem alarmista e cataclísmica na defesa dos “discursos da educação quebrada“).

Traçando um paralelo com a discussão da noção de “esquecimento organizado” de Henry Giroux em The violence of organized forgetting (2014), que focaliza questões estadunidenses, Selwyn sugere que:

as formas nas quais a tecnologia digital é discutida nos círculos educacionais certamente racionalizam aspectos superficiais, efêmeros e, frequentemente, banais da temática às custas de um engajamento continuado com suas políticas confusas. Há, também, linguagem que rotineiramente normaliza questões de opressão, desigualdade e injustiça. Há pouco – se é que há – reconhecimento de diferenças de classe, etnia, gênero, e outras atribuições sociais. Da mesma forma, há linguagem que oferece compreensão parca da economia política de um mercado de tecnologia educacional avaliado em mais de 5 trilhões de dólares. Quando abordada de qualquer uma dessas perspectivas, a área das TIC na educação pode ser criticada, de modo justificado, como um sítio de esquecimento organizado.

No original:

the ways that digital technology is talked about within educational circles certainly extenuate superficial, ephemeral and often banal aspects of the topic at the expense of any sustained engagement with its messy politics. This is also language that routinely normalizes matters of oppression, inequality and injustice. There is little if any acknowledgement of differences of class, race, gender, disability or other social ascription. Similarly, this is language that offers scant insight into the political economy of an education technology marketplace reckoned to be worth in excess of $5 trillion. When seen from any of these perspectives, then education and technology can be justifiably criticized as a site of organized forgetting.

Os outros textos do mesmo número da revista são igualmente veementes em suas respectivas críticas a tópicos, temáticas e discursos em torno de rótulos específicos da EdTech. Em particular, recomendo o artigo de Lesley Gourlay, “Educação aberta como um ‘heterotopia do desejo'”. Neste texto, a crítica parte das obras de Latour e de Foucault, tendo a “Educação Aberta” como tópico (alvo!) e vindo ao encontro de algumas das minhas reflexões sobre mais este rótulo da EdTech, que iniciei a partir da publicação deste trabalho. Veja o resumo (em tradução que precisaria ser muito melhorada):

O movimento da “abertura” na educação tem se posicionado como inerentemente democrático, radical, igualitário e crítico em relação aos poderosos sentinelas (gatekeepers) da aprendizagem. Ao passo que “abertura” é, frequentemente, posicionada como uma crítica, defenderei que os discursos correntes – ainda que pareçam opor as operações de poder em larga escala – de fato reforçam uma fantasia de um aparato institucional panóptico e todo-poderoso. O sujeito humano é idealizado como capaz de gerar conhecimento de ordem superior sem recurso à expertise, ao cânone do conhecimento ou ao desenvolvimento apoiado (scaffolding). Isso destaca uma interente contradição entre esse movimento e a teoria educacional crítica, que se opõe a narrativas de futuros utópicos possíveis oferecendo contrapontos teóricos e empiria que revelam diversidade e complexidade, e resistindo a tentativas de definição, tipologia e imutabilidade. O argumento será substanciado com referência a uma estudo qualitativo longitudinal multimodal conduzido ao longo de um ano com estudantes acerca de seu envolvimento cotidiano com as tecnologias na Educação Superior, o qual foi combinado com um estudo mais curto que focalizou o engajamento de pessoal acadêmico. Partindo de perspectivas sociomateriais, concluirei que as reivindicações de “radicalismo” do movimento da “abertura” em educação pode, de fato, servir para reforçar e não desafiar o pensamento utópico, fantasias do humano, categorias sociais monolíticas, imutabilidade e poder, e, assim, podem indicar uma ´heterotopia do desejo´.

Em tempo: a revista é excelente, ainda que não ofereça acesso livre (e, ironicamente, não tenha Qualis/CAPES), então recomendo a leitura (avisando, no entanto, que a leitura demanda um conhecimento, no mínimo, razoável, do inglês, pois os textos tendem a ser relativamente complexos). Lembro que, na falta de acesso à publicação, uma alternativa muito boa é entrar em contato diretamente com o(s) autor(es) e pedir uma preprint (cópia não formatada ou versão preliminar da publicação, que é o tipo de texto sendo compartilhado em repositórios institucionais e/ou em espaços pessoais dos autores na Web).

Atualização em 31/05/15 🙂 : descobri, durante a semana que se passou desde que publiquei esse post, que “treta” está, sim, no vocabulário nacional. Segundo minha filha (que tem 17 anos), significa “confusão” – e acompanhando os eventos da semana, vi a palavra em dois ou três postagens sobre a “treta” que se passou na UERJ. As palavras estão, realmente, ao vento – a linguagem é viva, se transforma, e o dicionário pode, no máximo, correr atrás (ou olhar para trás?), em busca de significados e definições que serão sempre, na melhor da hipótese, localizadas e provisórias…

Recomendação de leitura sobre Educação Aberta

Acaba de ser publicado o novo livro de Martin Weller, Prof. Titular de Tecnologia Educacional no Institute of Educational Technology da Open University e Chair in OER (Recursos Educacionais Abertos) do International Council for Open and Distance EducationThe Battle for Open: how openness won and why it doesn´t feel like victory, lançado pela Ubiquity Press. Como toda a produção do Martin, que mantém um blog bastante interessante, o trabalho está disponível abertamente em diferentes formatos.

Comecei a leitura e já identifiquei a marca registrada do autor: uma enorme sensatez e diplomacia ao tratar de assuntos controversos, como, por exemplo, a relação (paradoxal ou não?) entre MOOC e o financiamento de venture capitalists, conforme a apresentação do volume anuncia:

With the success of open access publishing, Massive open online courses (MOOCs) and open education practices, the open approach to education has moved from the periphery to the mainstream. This marks a moment of victory for the open education movement, but at the same time the real battle for the direction of openness begins. As with the green movement, openness now has a market value and is subject to new tensions, such as venture capitalists funding MOOC companies. This is a crucial time for determining the future direction of open education.

In this volume, Martin Weller examines four key areas that have been central to the developments within open education: open access, MOOCs, open education resources and open scholarship. Exploring the tensions within these key arenas, he argues that ownership over the future direction of openness is significant to all those with an interest in education.

Então, apesar de ter apenas iniciado a leitura, já estou recomendando!

Clique aqui para baixar o livro em formato pdf.

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Open Education Week (2) – Grupo ABED Aberta

Conforme anunciei em post anterior, estarei participando da Open Education Week também como moderadora de uma discussão organizada pelo recém-criado grupo ABED Aberta, coordenado pela Andréia Santos.

Seremos um grupo de moderadores que inclui os professores Itana Gimenes, UEM, Maurício Molina, UFJF e Airton Zancanaro, UFSC, e partiremos das seguintes questões norteadoras:

 “O caminho para os MOOCs no Brasil é a tradução dos MOOCs estrangeiros”. Verdadeiro ou Falso?

“Educação aberta somente é feita com REA”.  Verdadeiro ou Falso?

Como incentivar a produção e uso de REA em universidades públicas e privadas? Qual o papel da EAD nesse contexto?

Quais as possibilidades de reconhecimento  formal dos certificados obtidos por meio da participação em opencourseware ou MOOCs?

Que políticas institucionais e públicas queremos para REA e EAD?

Clique aqui para acessar a proposta e espaço de discussão – estão todos convidados a participar!

Disciplina “Construção do conhecimento na Educação a Distância”

Estamos prestes a começar o semestre acadêmico, então aproveito que já estou por aqui tentando atualizar o site para divulgar a ementa e lista de leituras da disciplina que darei neste semestre, Construção do conhecimento na Educação a Distância.

Aos inscritos na disciplina 🙂  –  não se assustem com a variedade de livros listados! Utilizaremos apenas uma seleção de capítulos (mas, para quem estive planejando trabalhos relativos à EaD, isto seria apenas um começo!)

Construção do Conhecimento na Educação a Distância

Ementa: Perspectivas sobre a construção do conhecimento na e sobre a Educação a Distância (EaD): industrialização, globalização e a expansão da Educação; conceituações de EaD e seus contextos; modelos, abordagens teóricas e questões pedagógicas na EaD; EaD e qualidade; presença, distância e modelos organizacionais emergentes; novos papéis do professor e do aprendiz na construção do conhecimento em rede e na rede; Recursos Educacionais Abertos, Práticas Educacionais Abertas e EaD; a EaD como campo de pesquisa – questões teórico-metodológicas.

Referências básicas

ANDERSON, T.; DRON, J. Três gerações de pedagogia de Educação a Distância. Trad. João Mattar. EaD em Foco, v.2, n. 1, p. 119-134, 2012. Disponível em: <http://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/162/33>. Acesso em: 17 jan. 2014.

BELLONI, M. L. Educação a Distância. 5a ed. Campinas: Editora Autores Associados, 2009.

LEMGRUBER, M. S. Educação a distância: para além dos caixas eletrônicos. Revista SimproRio, Rio de Janeiro, n.2, p.42-49, jan. 2008. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/conferencia/documentos/marcio_lemgruber.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.

LITTO, F.; FORMIGA, M. Educação a distância. O estado da arte. São Paulo: Pearson.

MILL, D., MACIEL, C. (Org.) Educação a distância. Elementos para pensar o ensino-aprendizagem contemporâneo. Cuiabá: EDUFMT, 2013.

MOORE, M. G; KEARSLEY, G. Educação a distância: uma visão integrada. São Paulo: Thomson, 2007.

PETERS, O. A Educação a Distância em transição. São Leopoldo: Ed. UNISINOS, 2004.

PRETI, O. Educação a distância: sobre discursos e práticas. Brasília: Liber Livro, 2005.

RECUERO, R. A conversação em rede. Comunicação mediada pelo computador e redes sociais. Porto Alegre: Editora Meridional, 2012.

SERRA, A. R. C.; RIBEIRO, S.; PINTO, S. M. REA na Universidade Aberta do Brasil: limites e perspectivas. In: OKADA, A. (Org.) Recursos Educacionais Abertos e Redes Sociais. São Luís: EdUEMA, 2013. Disponível em: <http://oer.kmi.open.ac.uk/?wpdmact=process&did=MS5ob3RsaW5r>. Acesso em: 17 jan. 2014.

SILVA, M. PESCE, L.; ZUIN, A. (Org.). Educação online: cenário, formação e questões didático-metodológicas. Rio de Janeiro: Wak, 2010.

SOMMER, L. H. (Org.). Educação a distância e formação de professores: problemas, perspectivas e possibilidades. Dossiê temático. Em Aberto. Brasília, v. 23, n. 84, 2010. Disponível em: < http://emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/issue/view/117/showToc>. Acesso em: 17 fev. 2014.

VALLE, L.; BOHADANA, E. A EaD on-line e o mito da passividade. Inter-ação, v. 37, n.2, p. 255-266, 2012. Disponível em: < http://www.revistas.ufg.br/index.php/interacao/article/viewFile/20725/12423>. Acesso em: 17 jan. 2014.

Referências complementares

ALONSO, K. M. A expansão do Ensino Superior no Brasil e a EaD: dinâmicas e lugares. Educação e Sociedade, v. 31, n. 113, p. 1319-1335, out.-dez. 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v31n113/14.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.

BERTOLIN, J. C. G. Qualidade em Educação Superior: da diversidade de concepções à inexorável subjetividade conceitual. Avaliação, v. 14, n. 1, p. 127-149, 2009. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/aval/v14n1/a07v14n1.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.

BRASIL. Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância. Brasília: MEC, 2007. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/legislacao/refead1.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.

LEMGRUBER, M. S. Educação a Distância: expansão, regulamentação e mediação docente. Revista Educação em foco. Juiz de Fora, v. 14, n. 1, p. 145-159, mar./ago. 2009. Disponível em: <http://www.ufjf.br/revistaedufoco/files/2010/09/Artigo-07-14.1.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.

MUGNOL, M. Educação a distância no Brasil: conceitos e fundamentos. Diálogo Educacional, v.9, n.27, p. 335-349, maio/ago. 2009. Disponível em: <http://campus.educadium.com/avaeduc/file.php/1/Educacao_a_Distancia_no_Brasil.pdf>. Acesso em: 17 jan. 2014.

PETERS, O. Didática do Ensino a Distância. São Leopoldo: Ed. UNISINOS, 2001.

SCHLÜNZEN JUNIOR, K. Educação a distância no Brasil: caminhos, políticas e perspectivas. ETD – Educação Temática Digital. Campinas, v. 10, n. 2, p.16-36, 2009. Disponível em: < http://www.fae.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/view/1953/1790>. Acesso em: 17 fev. 2014.

VALENTE, J. A.; ALMEIDA, M. E. B. de. (Org.). Formação de educadores a distância e integração de mídias. São Paulo: Avercamp, 2007.

VILARINHO, L. R. G.; BOHADANA, E. Contribuições de Paulo Freire para o uso de recursos informacionais na prática educativa. Educação e Cultura Contemporânea, v. 1, n. 1, p. 103-112, 2004.