Dissertações e teses

Educopédia. Para quê?

O que é a Educopédia? Quais seus usos? Trata-se de um Recurso Educacional Aberto (REA) ou não? Essa  é uma discussão frequente no dia a dia de muitos professores. A partir dessas e de outras questões foi desenvolvida uma pesquisa que resultou na dissertação O uso da Educopédia em escolas de comunidade da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, defendida em 17 de março por  Eltom Ferreira Matias.

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Eltom Ferreira Matias

A pesquisa – iniciada em 2014, sob orientação da saudosa Prof.a Estrella D´alva Benaion Bohadana –  foi concluída sob minha orientação [Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa].

Participaram da banca as professoras Dayse Martins Hora (Universidade Católica de Petrópolis – UCP) e Rita de Cássia Pereira Lima (Universidade Estácio de Sá – UNESA)

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Eltom entre as prof.as. Dayse, Rita e Stella.

RESUMO

O uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na educação tem provocado inúmeros debates. Na cidade do Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Educação (SME) disponibiliza a Educopédia, uma plataforma digital com aulas acessíveis que oferece atividades para o ensino fundamental, implantada para auxiliar professores e alunos.  A pesquisa apresentada teve como objetivo principal investigar o uso dessa plataforma, a partir da perspectiva dos docentes, em duas escolas de comunidade, situadas na Zona Norte da cidade, ambas pertencentes à Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro. Para viabilizar esse objetivo, foram formuladas as seguintes questões de estudo: Como os professores utilizam a plataforma? Quais as dificuldades encontradas no uso da plataforma? Na percepção dos professores, que novas possibilidades a plataforma oferece para o processo de ensino e aprendizagem? A Educopédia pode ser considerada um Recurso Educacional Aberto (REA)? Qual a percepção do professor quanto ao modelo pedagógico utilizado na plataforma? O estudo apoiou-se em três eixos: O uso das TIC na educação em relação à docência, os Recursos Educacionais Abertos (REA) e a Plataforma Educopédia. A pesquisa adota um diversificado número de métodos e instrumentos de coleta de dados, tais como observação participante, questionário, entrevista e análise documental. Para a exposição dos resultados são apresentados gráficos e “falas” dos professores. Os dados coletados indicaram que, dentre os 41 professores pesquisados,  poucos utilizam a Educopédia em suas salas de aula. Isso ocorre, principalmente, devido a fatores tais como: falta de estrutura nas escolas, na ausência de Internet para utilização de todos os seus recursos e, também, porque alguns docentes não se sentem preparados para a utilização da tecnologia junto a seus alunos etc. Para fundamentar o trabalho foram considerados, primordialmente, Downes (2007, 2011), Fantin (2012), Knox (2012), Leite (2011), Pretto (2000, 2012) e Rüdiger (2011).

Palavras-chave: Plataforma de ensino. REA (Recursos Educacionais Abertos). Educopédia.

 

Oportunamente, a dissertação de Eltom será disponibilizada.

 

“Inovação” e práticas docentes no ES – defesa de tese

20151209_102126Fechando o semestre, tivemos mais uma instigante defesa na TICPE. Focalizada em questões relativas ao uso de tecnologias na docência em nível superior, Rejane Cunha Freitas defendeu a tese intitulada Práticas docentes no Ensino Superior e as Tecnologias de Informação e Comunicação: um estudo de caso.

Tomando como campo uma instituição de ES privada, Rejane conduziu um estudo de caso fundamentado em literatura de vertente crítica da Tecnologia Educacional, com o objetivo geral de “explorar as concepções e práticas de ensino com as TIC no ES”. Combinando técnicas quantitativas (para identificação de um perfil geral dos docentes da instituição) e qualitativas (entrevistas semi-estruturadas e observação participante), a pesquisa analisou concepções dos professores acerca da formação e da prática docente no ES.

Em especial, a tese analisa a importantíssima temática da “inovação” com bastante sensatez: por um lado, questiona formas maniqueístas de pensar, e, por outro, “De modo a evitar o processo de culpabilização dos docentes (…) considera as muitas dificuldades próprias da profissão, bem como possíveis especificidades do contexto analisado.”

A banca contou com a participação dos Profs. Laélia Moreira e Márcio Lemgruber, do PPGE/UNESA, Sônia Mendes, da UERJ/FEBF e Alexandre Rosado, do INES/DESU. Rejane recebeu elogios unânimes da banca em relação ao seu cuidadoso detalhamento da metodologia, que inclui uma discussão sobre questões de reflexividade na pesquisa, à sensibilidade e cuidado que demonstrou no tratamento dos dados, criteriosamente descritos e analisados, bem como ao teor geral da discussão teórica e sua articulação com os dados.

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Da esquerda para a direita: Alexandre, Sônia, Laélia, Rejane, Giselle & Márcio

Assim como o trabalho de Regina Almeida, focalizado em questões relativas ao letramento informacional e defendido há algumas semanas atrás, a tese de Rejane será disponibilizada on-line em breve; deixo, então, por hora, o resumo:

Este estudo parte de um questionamento acerca dos discursos por mudança no Ensino Superior (ES). Especificamente, discute-se a natureza das alegações que professam uma revolução no ES, que são sustentadas pela defesa das inovações e pela crença de que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) favorecem um processo de aprendizagem sem esforço, para atuação profissional em um futuro incerto. O estudo baseia-se em uma investigação que teve como objetivo geral explorar as concepções e práticas de ensino com as TIC no ES. As seguintes questões foram respondidas por meio de um estudo de caso conduzido em uma instituição de ES privada utilizando métodos mistos: (a) Quais influências, formações e experiências dos professores contribuem na caracterização que fazem de suas próprias práticas de ensino?; (b) De que formas os docentes (re)pensam a integração de recursos das TIC em suas práticas de ensino?; (c) Quais as concepções, atitudes e dificuldades dos professores em relação ao uso das TIC em sala de aula?; (d) Quais concepções sobre “inovação” emergem do campo na visão dos professores?. Os dados coletados em 70 questionários foram tratados estatisticamente, permitindo a identificação de um perfil geral dos docentes da instituição. Temáticas específicas foram esmiuçadas com base em 11 entrevistas semiestruturadas e observação participante conduzida entre 2013 e 2015, bem como uma intervenção pontual que tomou a forma de um minicurso de 6 horas oferecido em fevereiro de 2015. Transcrições e anotações de campo foram submetidas a uma análise de conteúdo temática. A fundamentação teórica adotada inclui literatura acerca do ES e textos críticos da Tecnologia Educacional, em particular, de Raquel Goulart Barreto e Neil Selwyn. Os achados indicam que, na melhor das hipóteses, tem havido um impacto bem modesto dessas tecnologias nas estratégias de ensino comumente utilizadas, e a integração de novos artefatos tende a ser feita de modo a possibilitar a continuidade de práticas pedagógicas já estabelecidas. Apesar das falas dos professores não indicarem, explicitamente, forte resistência ao uso das TIC, há indícios de resistência à mudança pedagógica, em parte explicáveis por contingências tais como falta de tempo e, talvez, falta de uma formação específica para a docência no ES que desenvolva sujeitos críticos e reflexivos. Por outro lado, as falas representam ações de resistência pontuais aos discursos corporativos e dispositivos técnicos a eles associados, que impingem diretamente na autonomia profissional dos docentes, sugerindo sua enorme adaptabilidade e comprometimento com seus alunos, seu trabalho e com a própria instituição. Assim, o trabalho contribui para preencher a enorme lacuna referente a questões mais sutis acerca da relação entre as TIC e as práticas docentes no ES, reiterando a necessidade de estudos empíricos que possam, com base na contingência, desafiar os discursos generalistas e essencialmente doutrinários que predominam na área, discursos marcados por um maniqueísmo que opõe, de maneira simplista, “resistência” a “adesão” às TIC.

Rejane preparou uma bela apresentação em Prezi, que você pode acessar clicando aqui.

Por fim, registro, mais uma vez, meus parabéns à Rejane, pela qualidade do seu trabalho e por sua garra, tenacidade e profissionalismo, que a possibilitaram seguir adiante, mesmo em momentos difíceis!

 

Bibliotecários e letramento informacional

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Giselle e Regina.

Em tempos de “Google” e fechamento de bibliotecas públicas, a recém-doutora Regina Oliveira de Almeida apresenta uma tese para problematizar a formação do bibliotecário, profissional que historicamente atua na “formação dos alunos através da mediação […] não apenas com as fontes de consulta para o acesso à informação, mas também para a aquisição de habilidades informacionais”.

A pesquisa, orientada pela professora do Programa Giselle Ferreira, revela que existem “45 instituições de formação de bibliotecários no país, mas:

  • São oferecidas [somente] 6 disciplinas de Letramento Informacional, das quais, uma é eletiva.
  • Apenas uma instituição oferece a disciplina Didática em Biblioteconomia.
  • Há um único curso de licenciatura na área
  • Em 2014 foi oferecido, pela 1ª vez, um curso de especialização para o letramento informacional (não houve chamada para 2015)”.

Não existe consenso para a denominação letramento informacional. E Regina opta por uma “definição que conjuga e dialoga com essas variações para a apropriação reticular dos saberes informacionais em redes”:

o aprendizado necessário para a aquisição de habilidades informacionais e midiáticas para lidar com a quantidade de informação disponível em todas as áreas do conhecimento, incluindo questões políticas e sociais. Abrange o ensino sobre a utilização dos recursos e serviços encontrados em bibliotecas, mas não se restringe a esses locais, pois as pessoas buscam as informações nos mais diversos canais e fontes, ao longo de suas vidas.

Sua pesquisa “analisou as formas nas quais o letramento informacional está sendo concebido e integrado na formação dos bibliotecários.”

Clique aqui para ver os slides da apresentação da defesa de tese, realizada em 26 de novembro de 2015, de onde retirei o mapa a seguir:

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A tese “Bibliotecários universitários: da guarda de livros ao letramento informacional” será disponibilizada em breve. Mas adiantamos seu resumo:

A presença das TIC na Educação atinge diferentes espaços de letramentos, em particular, a biblioteca. Os bibliotecários sempre contribuíram regularmente com a formação dos alunos através da mediação, no processo de escolarização, não apenas com as fontes de consulta para o acesso à informação, mas também para a aquisição de habilidades informacionais em um processo cada vez mais intensificado com o excesso de informação. Esse processo, conhecido como letramento ou competência informacional, tem sido compreendido como o aprendizado necessário para lidar com a quantidade de informação disponível em todas as áreas do conhecimento, com raízes nas práticas de treinamento e educação de usuários. Estas práticas embasam, também, as reflexões na área da Biblioteconomia sobre o perfil educador do bibliotecário. No entanto, as atuais exigências acadêmicas tornam evidentes as limitações que os bibliotecários têm em sua formação referente à própria aquisição do letramento informacional e à função educativa que os aguarda nas bibliotecas. Nesse contexto, o objetivo geral desta tese foi analisar as formas nas quais o letramento informacional está sendo concebido e integrado à formação dos bibliotecários, analisando as concepções sobre o perfil educativo do bibliotecário, as concepções e práticas de bibliotecários relativas ao letramento informacional e as contribuições das comunidades on-line de bibliotecários para a aprendizagem permanente do bibliotecário no seu próprio letramento informacional. O referencial teórico adotado foi construído em torno de três eixos: o letramento informacional, a mediação e a competência. Realizou-se um levantamento dos currículos dos cursos de Graduação em Biblioteconomia, e a coleta de mensagens selecionadas de uma amostra de grupos de bibliotecários sobre esta temática em diferentes redes sociais (blogs, lista Bib@migos, Facebook e um grupo fechado on-line de bibliotecários), bem como a coleta de dados qualitativos por meio de um questionário distribuído a uma amostra de professores de Biblioteconomia e bibliotecários de universidades. Foi conduzida uma análise de conteúdo temática dos programas e disciplinas, das postagens feitas nas redes e das respostas dos docentes e bibliotecários. Entre os achados, destacam-se: a existência de um reduzido número de disciplinas voltadas para o letramento informacional; a constatação da quase completa ausência de formação didática para o bibliotecário atuar como educador; a identificação de tensões e lacunas evidenciadas pelas diferentes concepções de letramento informacional; a observação de que os espaços on-line de redes de bibliotecários ainda parecem estar se desenvolvendo quanto à aprendizagem continuada; e a pequena quantidade de trabalhos sobre relatos de práticas e experiências nacionais. Algumas recomendações foram propostas em torno dos seguintes eixos: a necessidade de formação didática complementar para os bibliotecários a fim de se desenvolverem como agentes educadores; a premência de se desenvolver o conceito de letramento informacional no ensino da Biblioteconomia; e a importância de se propor parcerias com os docentes para o letramento informacional, a fim de implementar uma mediação mais significativa na biblioteca universitária.

A banca de defesa foi composta pelos professores Marcio Lemgruber e Laelia Moreira  (do nosso PPGE), Lúcia Vilarinho (Cesgranrio) e Nilton Bahlis (Fiocruz).

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Da esquerda para a direita: Márcio, Laelia, Regina, Giselle e Lúcia.

Teses defendidas na TICPE

Entre 2014 e 2015, tivemos as defesas de duas instigantes teses na linha, então aproveitando que ontem retomei o Diálogos, compartilho os detalhes.

Em final de julho deste ano, defendeu sua tese Ambientes Pessoais de Aprendizagem em Escola de Ensino Médio meu doutorando Rafael Castiglione. A pesquisa do Rafael

teve como objetivo geral investigar o uso das TIC, complementar ao ensino médio presencial, com o propósito de estimular o desenvolvimento da autonomia dos alunos, tendo como base a concepção dos Ambientes Pessoais de Aprendizagem (APA). Deste objetivo geral foram elaborados os objetivos específicos: (a) Identificar as práticas educacionais emergentes que se utilizam de APA na educação formal; (b) Analisar os usos de ferramentas da Web pelos alunos participantes da pesquisa, identificando suas preferências, propósitos e contextos de utilização; (c) Analisar as possibilidades e desafios associados à integração da ideia de APA na educação formal. Tais objetivos foram investigados em um trabalho de Pesquisa-ação, sendo a coleta de dados realizada a partir de entrevistas, aplicação de questionários e observação de campo. O processo de análise dos dados foi quantitativo e qualitativo, sendo neste último utilizado como método a análise de conteúdo. Para dar sustentação à discussão, foram incorporadas considerações pedagógicas, tendo por base contribuições teóricas da aprendizagem, da autonomia, e das TIC, em particular, os Ambientes Pessoais de Aprendizagem. O estudo foi realizado no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, no curso técnico de informática integrado ao ensino médio, nas disciplinas “Programação para Web” e “Modelagem de dados”, com a participação de 108 alunos dos três anos escolares, organizados em quatro grupos. Os principais achados foram: (a) confirmação da presença da escola e do professor como importantes atores no processo de aprendizagem; (b) o domínio e a facilidade de migração de ferramentas ligadas à interação social e recepção de informação por parte dos alunos; (c) a possibilidade de construção de uma sala de aula mais autônoma e integrada aos espaços não formais de ensino; e (d) a dificuldade dos alunos em expor e discutir seus pontos de vista, refletida na baixa produção colaborativa e compartilhamento de informações. A experiência sugere a necessidade de investigações futuras acerca do melhor momento da trajetória escolar para a incorporação de processos de construção coletiva do conhecimento apoiadas pelas TIC como uma rede de conexões.

As palavras-chave do trabalho são: Ambientes Pessoais de Aprendizagem; Ensino Médio Integrado; Aprendizagem centrada no aluno; Autonomia

No final de 2014, Mirian Maia do Amaral, orientanda do Prof. Márcio Lemgruber, defendeu seu trabalho intitulado Autorias docente e discente: pilares de sustentabilidade na produção textual e imagética em redes educativas presenciais e on-line. Eis o resumo:

Na contemporaneidade, com a emersão de uma diversidade de modelos autorais e novas formas de colaboração e criação, uma questão desafia os pesquisadores: como autorias coletivas e, ao mesmo tempo singularizantes, podem ser produzidas sob as formas textuais e imagéticas e materializadas em redes educativas, presencial e online? Para responder a essa questão, objetivamos, nessa Tese, identificar e formular indicadores que potencializam e promovem o surgimento de autorias docente e discente, na tessitura do conhecimento, em rede. Amparados pelo paradigma da complexidade, trabalhamos, no âmbito da disciplina eletiva Cotidianos e Currículos: uma prática social em formação, integrante do curso de Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, na perspectiva da pesquisa-formação multirreferencial, e com a ideia de pesquisador implicado com seu campo de pesquisa. Durante três semestres, atuamos em quatro turmas, junto a estudantes provenientes de diferentes tipos de licenciaturas. Dialogamos, também, com os pressupostos das pesquisas nos/dos/com os cotidianos, apoiados no uso intensivo de dispositivos materiais e intelectuais, como diário de itinerâncias, textos científicos, ambientes virtuais de aprendizagem e suas interfaces, oficinas de histórias em quadrinhos e vídeos, entre outros. A partir de atos de currículo, instituímos estratégias pedagógicas que nos levaram a ―pistas‖ de autorias, que apontaram para dimensões integrativas, formativas e tecnológicas, possibilitando-nos identificar um conjunto de indicadores a elas relacionados. Esses indicadores, caracterizados pelas ações engendradas ao longo do processo de aprendizagem, atuaram como ―disparadores‖, potencializando o surgimento dessas autorias, sob diferentes formas: na reprodução textual; no planejamento da sintaxe produtiva; na transposição de gêneros do discurso; no uso da oralidade nos meios virtuais; em processos interativos; na cultura remix; e nos recursos argumentativos e linguísticos. A conclusão a que chegamos é a de que, em tempos de cibercultura, a noção de autoria se torna cada vez mais coletiva e pulverizada. Somos todos autores, em potencial, na medida em que ancoramos nossos dizeres, em nossas memórias e nos dizeres alheios, assumindo uma posição responsiva e responsável pelo que expressamos. Nessa perspectiva, o uso de indicadores privilegia processos colaborativos, interativos e dialógicos potencializando o surgimento de autorias em diferentes níveis.

As palavras-chave do trabalho da Mirian são:Cibercultura; Redes educativas; Formação de professores; Autorias.

Há mais defesas de teses previstas para o final de 2015 – compartilharei os detalhes aqui oportunamente!

A produção de audiolivros para deficientes visuais

 

Talvez você saiba o que é um audiolivro, talvez não. Mas, certamente, poucos conhecem as possíveis contribuições do audiolivro no processo de aprendizagem de deficientes visuais, bem as suas fases de produção.

Interessado pelo tema,  Anderson de Oliveira Vallejo, apresentou em sua dissertação   O processo de produção de audiolivros no Instituto Benjamin Constant, um breve histórico da evolução do livro,  as diferentes formas de leitura, as funções do audiolivro e do livro digital. Além disso, definiu os tipos de deficiências visuais e analisou  o uso do audiolivro e do Braille como tecnologias assistivas.

A banca que avaliou seu trabalho foi composta pela Profa. Marcela Afonso Fernandez (UNIRIO), Prof. Marcio Silveira Lemgruber (UNESA) e por mim, Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa (UNESA), sua orientadora.

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Anderson ao lado da orientadora e dos componentes da banca

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Anderson e família

RESUMO
Um estudo sobre o processo de produção do audiolivro e sua contribuição no processo de aprendizagem dos deficientes visuais. Inicia por uma análise sobre a evolução do livro e sobre as diferentes formas de leitura. Define os tipos de deficiências visuais. Caracteriza as funções do audiolivro e do livro digital. Analisa o uso do audiolivro e do Braille como tecnologias assistivas. Utiliza como referencial teórico-metodológico, para coleta e análise dos dados, os conceitos de ator, fachada e bastidores de Erving Goffman. Estuda as fases de produção do audiolivro através da Teoria Ator-Rede (TAR) de Bruno Latour para o mapeamento das redes que formam as caixas-preta  do trabalho da equipe interdisciplinar do Instituto Benjamin Constant. A pesquisa apontou que não existe uma metodologia definida para a produção de audiolivros e que a utilização de recursos sonoros deve ser usada com moderação e apenas nas produções literárias infantis. Pela carência de estudos sobre audiolivro, recomenda-se que sejam desenvolvidas outras pesquisas sobre o assunto.

Palavras-chave: Produção de Audiolivro – Deficientes Visuais – Tecnologia Assistiva

Filosofia LOGO no Ensino Superior

 

Quando ouvimos falar na linguagem LOGO, quase de imediato, pensamos em crianças. De fato, Papert desenvolveu essa linguagem para crianças, que cursavam o equivalente ao nosso Ensino Fundamental. Seu objetivo era que, de forma lúdica, elas pudessem explorar recursos de programação. Embora pouco presente nos dias de hoje, não pode ser negada a importância do LOGO para o desenvolvimento das estruturas lógicas de pensamento.

Foi pensando nesse desenvolvimento que   Adriana da Silva Nogueira, minha primeira mestranda aqui no PPGE/UNESA, concebeu sua pesquisa com foco, não em crianças, mas em estudantes do primeiro período de cursos superiores de Bacharelado em Sistemas de Informação e Licenciatura em Computação. Poderia a linguagem LOGO contribuir para a construção dos conhecimentos essenciais na área de Lógica de Programação?
Os resultados da pesquisa estão registrados na sua dissertação Filosofia LOGO e lógica de programação no ensino superior: a teoria na prática.

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Adriana Nogueira e Stella Pedrosa

A banca foi composta pelos professores:
Maria Apparecida Mamede-Neves – PUC-Rio
Flavia Nizia da Fonseca Ribeiro – PUC-Rio
Marcio Silveira Lemgruber – UNESA
Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa – orientadora – UNESA

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Profa. Flavia Nízia, Prof. Marcio Lemgruber, Adriana, Profa. Stella Pedrosa

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Adriana entre as profas. Flavia e Stella. No celular, profa. Apparecida.

RESUMO
Esta dissertação se desenvolveu dentro dos pressupostos metodológicos de natureza
qualitativa. Foi realizada uma pesquisa-ação durante um semestre letivo que visava,
com o uso de questionários e de testes diagnósticos, verificar se o processo de
aprendizagem com base nos princípios da Filosofia LOGO contribui para a construção
dos conhecimentos essenciais na área de Lógica de Programação. O estudo foi realizado junto a alunos do primeiro período dos cursos superiores de Bacharelado em Sistemas de Informação e Licenciatura em Computação em uma Faculdade da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. A Lógica de Programação e seus conceitos são pontos-chave em cursos ligados à computação. Como disciplina, seu conteúdo é ministrado no primeiro período. Seu aprendizado não é simples, pois depende das estruturas lógicas de pensamento construídas ao longo da vida. Também foi investigada a percepção dos alunos acerca do próprio processo de aprendizagem durante o período em que a disciplina foi ministrada. Observou-se que a Filosofia LOGO foi uma grande aliada, pois propiciou uma aprendizagem mais agradável, permitindo que os alunos, conscientes de seu ritmo de aprendizado, pudessem interagir com autonomia e, assim, gerenciar seu próprio processo de aprendizado. Ao término do trabalho são apresentadas algumas sugestões para ajustes na metodologia tradicional e na ementa proposta pela instituição. Com base na Filosofia LOGO, considera-se que o foco deva ser o desenvolvimento das estruturas lógicas de pensamento e não apenas no ensino de técnicas para a elaboração de programas computacionais.

Palavras-chave: Aprendizagem, Lógica de Programação, Filosofia LOGO

 

 

Defesa – Tese de Doutorado

No próximo dia 27 de novembro, quinta-feira,  às 10h, defesa da tese de doutorado Autorias docente e discente: Pilares de sustentabilidade na produção textual e imagética em redes educativas presenciais e online de Mirian Maia do Amaral

Na contemporaneidade, com a emersão de uma diversidade de modelos autorais e novas formas de colaboração e criação, uma questão desafia os pesquisadores: como autorias coletivas e, ao mesmo tempo singularizantes, podem ser produzidas sob as formas textuais e imagéticas e materializadas em redes educativas, presencial e online? Para responder a essa questão, objetivamos, nessa Tese, identificar indicadores que potencializam e promovem o surgimento de autorias docente e discente, na tessitura do conhecimento, em rede. Amparados pelo paradigma da complexidade, trabalhamos no âmbito da disciplina eletiva Cotidianos e Currículos: uma prática social em formação, integrante do curso de Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, na perspectiva da pesquisa-formação multirreferencial, e com a ideia de pesquisador implicado com seu campo de pesquisa. Dialogamos, também, com os pressupostos das pesquisas nos/dos/com os cotidianos, apoiados no uso intensivo de dispositivos materiais e intelectuais. Estratégias pedagógicas instituídas a partir de atos de currículo levaram-nos a “pistas” de autorias, que apontaram para dimensões integrativas, formativas e tecnológicas, possibilitando-nos identificar um conjunto de indicadores a elas relacionados. Esses indicadores atuaram como “disparadores”, potencializando o surgimento dessas autorias, sob diferentes formas: na reprodução textual; no planejamento da sintaxe produtiva; na transposição de gêneros do discurso; no uso da oralidade nos meios virtuais; em processos interativos; na cultura remix; e nos recursos argumentativos e linguísticos. A conclusão apontou que, em tempos de cibercultura, a noção de autoria se torna cada vez mais coletiva. O uso de indicadores privilegia processos colaborativos, interativos e dialógicos potencializando o surgimento de autorias em diferentes níveis. 

Banca: Prof. Dr. Márcio Silveira Lemgruber (Orientador), da Universidade Estácio de Sá – UNESA, a Profa . Dra . Estrella D‘Alva Benaion Bohadana, da Universidade Estácio de Sá – UNESA,  a Profa . Dra . Rita Pereira Lima da Universidade Estácio de Sá – UNESA, a Profa . Dra . Adriana Rocha Bruno da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF e a Profa. Dra. Edméa Oliveira dos Santos da Universidade do Estado Rio de Janeiro – UERJ.

Local: Universidade Estácio de Sá (UNESA). Campus Centro I. Av. Presidente Vargas, 642. Auditório do 22o andar.