Práticas Educacionais Abertas

e-Book Educação e tecnologia: parcerias. Volume 4 – publicado!

Capa Educação e Tecnologias Parcerias vol 4 - proposta 6.5Anunciamos, com muita alegria, a publicação de nosso e-book anual, Educação e tecnologia: parcerias. Volume 4. A coletânea deste ano inclui 9 capítulos que, utilizando uma variedade de abordagens teórico-metodológicas, focalizam temáticas “de ponta” no universo de interlace entre as tecnologias, principalmente as digitais, e a educação.

Seguimos o mesmo processo estabelecido na preparação do volume anterior: um esquema de avaliação cega por pares fundamentando a seleção de trabalhos dentre as propostas enviadas em resposta à nossa chamada aberta. O Prof. Alexandre Rosado foi novamente responsável belo projeto gráfico e editoração cuidadosa do material, que, mais uma vez, inclui uma exposição de novos trabalhos do artista visual João Lin. Atualizamos o estilo da capa, que, neste ano, foi criada também pelo Prof. Alexandre utilizando uma imagem de um mosaico abstrato criado pela mosaicista Eunice Ferreira.

Algumas palavras de nossa apresentação:

A preparação de nosso – agora consolidado – e-book anual é um grande prazer para nós da linha TICPE. Nosso trabalho é artesanal: conduzimos todo o processo nós mesmos, com muito entusiasmo, em um grande mosaico de pesquisadores, orientandos, seus textos e, também, artistas e suas encantadoras obras de arte. Cuidamos desde a seleção dos textos, revisão técnica e diagramação até a disponibilização e disseminação via redes digitais, o que atesta nosso comprometimento com a pesquisa e, acima de tudo, nosso profundo respeito pelo diálogo e cooperação.

Em parte, são as próprias TIC, instrumentos de alta tecnologia, que possibilitam esta empreitada artesanal: das ferramentas livremente disponíveis que utilizamos às plataformas de redes sociais que apoiam nossas redes de contatos. No entanto, mais importante do que artefatos, julgamos que são, de fato, o talento, as habilidades e o comprometimento de todos que contribuem para o processo, incluindo nossos pareceristas e Conselho Científico, o que nos possibilita levar às suas mãos, anualmente, esta coletânea.

O volume inclui, também, uma homenagem personalíssima de Luis Zorraquino, companheiro de nossa saudosa Estrella Bohadana, a quem dedicamos a obra:

A produção deste volume 4 (…) foi marcada pela perda irreparável que sofremos em maio deste ano: a de nossa colega, companheira de aventuras intelectuais e amiga, Estrella Bohadana. Estrella era a única componente original do grupo TICPE, criado em 2000, e uma das responsáveis pela idealização e concretização do volume que deu origem à série. (…)

Agradecemos ao Luis por compartilhar sua perspectiva tão pessoal conosco e com os nossos leitores, e dedicamos o Educação e tecnologia: parcerias. Volume 4 à Estrella.

Agradecemos a todos que contribuíram das mais diversas formas, em particular, os autores, pareceristas e membros do Conselho Científico. Somos, também, muito gratos ao João por sua enorme generosidade em compartilhar, primeiramente conosco e, obviamente, com nossos leitores, seus delicados trabalhos.

Clique aqui para baixar o volume completo.

Clique aqui para baixar o cartaz de divulgação do trabalho (com QR Code).

Clique aqui para acessar a página com links para todos os volumes da série.

 

Open Education Week (2) – Grupo ABED Aberta

Conforme anunciei em post anterior, estarei participando da Open Education Week também como moderadora de uma discussão organizada pelo recém-criado grupo ABED Aberta, coordenado pela Andréia Santos.

Seremos um grupo de moderadores que inclui os professores Itana Gimenes, UEM, Maurício Molina, UFJF e Airton Zancanaro, UFSC, e partiremos das seguintes questões norteadoras:

 “O caminho para os MOOCs no Brasil é a tradução dos MOOCs estrangeiros”. Verdadeiro ou Falso?

“Educação aberta somente é feita com REA”.  Verdadeiro ou Falso?

Como incentivar a produção e uso de REA em universidades públicas e privadas? Qual o papel da EAD nesse contexto?

Quais as possibilidades de reconhecimento  formal dos certificados obtidos por meio da participação em opencourseware ou MOOCs?

Que políticas institucionais e públicas queremos para REA e EAD?

Clique aqui para acessar a proposta e espaço de discussão – estão todos convidados a participar!

Disciplina “Construção do conhecimento na Educação a Distância”

Estamos prestes a começar o semestre acadêmico, então aproveito que já estou por aqui tentando atualizar o site para divulgar a ementa e lista de leituras da disciplina que darei neste semestre, Construção do conhecimento na Educação a Distância.

Aos inscritos na disciplina 🙂  –  não se assustem com a variedade de livros listados! Utilizaremos apenas uma seleção de capítulos (mas, para quem estive planejando trabalhos relativos à EaD, isto seria apenas um começo!)

Construção do Conhecimento na Educação a Distância

Ementa: Perspectivas sobre a construção do conhecimento na e sobre a Educação a Distância (EaD): industrialização, globalização e a expansão da Educação; conceituações de EaD e seus contextos; modelos, abordagens teóricas e questões pedagógicas na EaD; EaD e qualidade; presença, distância e modelos organizacionais emergentes; novos papéis do professor e do aprendiz na construção do conhecimento em rede e na rede; Recursos Educacionais Abertos, Práticas Educacionais Abertas e EaD; a EaD como campo de pesquisa – questões teórico-metodológicas.

Referências básicas

ANDERSON, T.; DRON, J. Três gerações de pedagogia de Educação a Distância. Trad. João Mattar. EaD em Foco, v.2, n. 1, p. 119-134, 2012. Disponível em: <http://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/162/33>. Acesso em: 17 jan. 2014.

BELLONI, M. L. Educação a Distância. 5a ed. Campinas: Editora Autores Associados, 2009.

LEMGRUBER, M. S. Educação a distância: para além dos caixas eletrônicos. Revista SimproRio, Rio de Janeiro, n.2, p.42-49, jan. 2008. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/conferencia/documentos/marcio_lemgruber.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.

LITTO, F.; FORMIGA, M. Educação a distância. O estado da arte. São Paulo: Pearson.

MILL, D., MACIEL, C. (Org.) Educação a distância. Elementos para pensar o ensino-aprendizagem contemporâneo. Cuiabá: EDUFMT, 2013.

MOORE, M. G; KEARSLEY, G. Educação a distância: uma visão integrada. São Paulo: Thomson, 2007.

PETERS, O. A Educação a Distância em transição. São Leopoldo: Ed. UNISINOS, 2004.

PRETI, O. Educação a distância: sobre discursos e práticas. Brasília: Liber Livro, 2005.

RECUERO, R. A conversação em rede. Comunicação mediada pelo computador e redes sociais. Porto Alegre: Editora Meridional, 2012.

SERRA, A. R. C.; RIBEIRO, S.; PINTO, S. M. REA na Universidade Aberta do Brasil: limites e perspectivas. In: OKADA, A. (Org.) Recursos Educacionais Abertos e Redes Sociais. São Luís: EdUEMA, 2013. Disponível em: <http://oer.kmi.open.ac.uk/?wpdmact=process&did=MS5ob3RsaW5r>. Acesso em: 17 jan. 2014.

SILVA, M. PESCE, L.; ZUIN, A. (Org.). Educação online: cenário, formação e questões didático-metodológicas. Rio de Janeiro: Wak, 2010.

SOMMER, L. H. (Org.). Educação a distância e formação de professores: problemas, perspectivas e possibilidades. Dossiê temático. Em Aberto. Brasília, v. 23, n. 84, 2010. Disponível em: < http://emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/issue/view/117/showToc>. Acesso em: 17 fev. 2014.

VALLE, L.; BOHADANA, E. A EaD on-line e o mito da passividade. Inter-ação, v. 37, n.2, p. 255-266, 2012. Disponível em: < http://www.revistas.ufg.br/index.php/interacao/article/viewFile/20725/12423>. Acesso em: 17 jan. 2014.

Referências complementares

ALONSO, K. M. A expansão do Ensino Superior no Brasil e a EaD: dinâmicas e lugares. Educação e Sociedade, v. 31, n. 113, p. 1319-1335, out.-dez. 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v31n113/14.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.

BERTOLIN, J. C. G. Qualidade em Educação Superior: da diversidade de concepções à inexorável subjetividade conceitual. Avaliação, v. 14, n. 1, p. 127-149, 2009. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/aval/v14n1/a07v14n1.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.

BRASIL. Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância. Brasília: MEC, 2007. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/legislacao/refead1.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.

LEMGRUBER, M. S. Educação a Distância: expansão, regulamentação e mediação docente. Revista Educação em foco. Juiz de Fora, v. 14, n. 1, p. 145-159, mar./ago. 2009. Disponível em: <http://www.ufjf.br/revistaedufoco/files/2010/09/Artigo-07-14.1.pdf>. Acesso em: 17 fev. 2014.

MUGNOL, M. Educação a distância no Brasil: conceitos e fundamentos. Diálogo Educacional, v.9, n.27, p. 335-349, maio/ago. 2009. Disponível em: <http://campus.educadium.com/avaeduc/file.php/1/Educacao_a_Distancia_no_Brasil.pdf>. Acesso em: 17 jan. 2014.

PETERS, O. Didática do Ensino a Distância. São Leopoldo: Ed. UNISINOS, 2001.

SCHLÜNZEN JUNIOR, K. Educação a distância no Brasil: caminhos, políticas e perspectivas. ETD – Educação Temática Digital. Campinas, v. 10, n. 2, p.16-36, 2009. Disponível em: < http://www.fae.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/view/1953/1790>. Acesso em: 17 fev. 2014.

VALENTE, J. A.; ALMEIDA, M. E. B. de. (Org.). Formação de educadores a distância e integração de mídias. São Paulo: Avercamp, 2007.

VILARINHO, L. R. G.; BOHADANA, E. Contribuições de Paulo Freire para o uso de recursos informacionais na prática educativa. Educação e Cultura Contemporânea, v. 1, n. 1, p. 103-112, 2004.

 

Open Education Week (1) – Rede CoLearn

Estará acontecendo entre 10-15 de março (semana que vem!) a Open Education Week, organizada pelo Open CourseWare Consortium, OCW. Trata-se de uma série de eventos com o propósito de disseminar o Movimento pela Educação Aberta, constituindo, de certa forma, uma celebração das noções de abertura e compartilhamento na Educação. Será a terceira edição da iniciativa, que engloba encontros presenciais em uma variedade de locais e discussões online, síncronas (webinars) e assíncronas.

Veja mais sobre Educação Aberta aqui.

Os detalhes sobre os eventos síncronos (locais e online) se encontram neste link, e informações sobre as discussões online podem ser acessadas aqui. Já esta página oferece uma lista dos projetos apresentados na semana, incluindo o OER-KMI da comunidade CoLearn, coordenada pela Ale Okada, e o OER Research Hub

A rede CoLearn irá recepcionar discussões assíncronas, e estarei participando como mediadora do fórum em língua inglesa, junto com a Ale, planejando também participar da discussão em português e espanhol, que será moderada pelas colegas Daniela Barros, da UAb de Portugal, Edméa Santos, da UERJ, Lucila Pesce, da UNIFESP e Lynn Alves, da UNEB. Click aqui para visualizar a proposta no site do evento.

Participarei como moderadora em outra discussão, a convite da Andréia Santos, que é parte do Comitê de Planejamento do evento este ano, e divulgarei os detalhes assim que estejam disponíveis no site da Open Education Week.

Visita de pesquisa à Open (2) – post no site do projeto OERRH

OERRH_logo

Acaba de ser publicado um post no site do projeto OERRH com mais detalhes sobre a visita de pesquisa que realizei em janeiro. O post está em inglês, mas contém mais alguns detalhes sobre as discussões que tive por lá.

Clique aqui para ler o post (em inglês).

Clique neste link para ler o post sobre a visita no Diálogos sobre TIC e Educação.

Visita de pesquisa à Open University do Reino Unido

Team_photo

(O pessoal na foto: da esquerda para a direita: Rob Farrow, Alannah Fitzgerald, Bea de los Arcos, Beck Pitt, eu – bem feliz no frio que lá estava fazendo! – e Claire Walker.)

Acabo de retornar de duas semanas intensivas de pesquisa na Open University do Reino Unido, onde trabalhei, especificamente, como Research Fellow no projeto Open Educational Resources Research Hub – OERRH. Trata-se de um projeto financiado pela Fundação William e Flora Hewlett e conduzido no Institute of Educational Technologies – IET – sob a liderança de Patrick McAndrew, Diretor do Instituto, e Martin Weller, colegas meus em projetos anteriores nos quais participei quando trabalhava na instituição.

O OERRH está coletando, mapeando e analisando dados relativos ao impacto de REA, o que está sendo feito através de um número de colaborações com outros projetos e um grupo de pesquisadores em outras instituições (Fellows), do qual faço parte. Os dados estão sendo coletados e investigados segundo um conjunto de hipóteses correntes na área (veja o original em inglês aqui):

  1. O uso de REA fomenta uma melhoria na satisfação e performance dos estudantes;
  2. A abertura de REA cria padrões de uso e adoção distintos daqueles relativos a outros recursos disponíveis online;
  3. Modelos de Educação Aberta geram acesso mais justo à Educação, servindo uma base mais ampla de aprendizes do que a Educação tradicional;
  4. O uso de REA fomenta a reflexão crítica por parte de educadores, com evidência de melhoria de suas práticas
  5. O uso de REA é uma forma efetiva de melhorar a retenção de estudantes considerados em risco;
  6. A adoção de REA em nível institucional implica em benefícios financeiros para os estudantes e/ou as instituições;
  7. Aprendizes informais utilizam uma variedade de indicadores para selecionar REA;
  8. Aprendizes informais adotam uma variedade de técnicas para compensar a falta de apoio formal em cursos abertos;
  9. A Educação Aberta atua como ponte para a Educação Formal, sendo complementar, e não competitiva, a essa;
  10. A participação em projetos e programas piloto REA leva a mudanças de políticas em nível institucional;
  11. Métodos informais de avaliação são motivações para a aprendizagem com REA.

Acho que a equipe identificou pontos centrais que normalmente passam por ideias que se assume sem problemas, afirmações sem fundamentação empírica, em muitos dos discursos sobre REA. Isso, para mim, torna o projeto bastante interessante, com resultados potencialmente essenciais à área. De fato, algumas dessas hipóteses se aplicam também a MOOCs (e alguns dos membros da equipe do OERRH têm interesses nessa área também).

Num tom bem pessoal, tenho que confessar que não foi sem apreensão que me dirigi ao campus da Open no primeiro dia da minha visita. Já se haviam passado dois anos e meio que eu me mudara para o Rio, de modo que, naturalmente, me perguntava sobre possíveis mudanças por lá e pela cidade de Milton Keynes. Afinal, tudo me pareceu como era antes, e o pessoal que me recepcionou não precisou gastar muito tempo me dando os detalhes típicos de “acolhimento” a novatos e visitantes :-).

Fiz uma pequena apresentação do trabalho que estou desenvolvendo (com a Profa. Laélia Moreira), que inclui a criação, no ano passado, do Ateliê de Pesquisa, parte de um projeto de Pesquisa-Ação que envolve também a Profa. Estrella Bohadana e nossos alunos. 

Meu plano original era levar comigo um corpo de dados bem consistente (obtidos com questionários e entrevistas), mas a acumulação de tarefas no segundo semestre implicou na perda da “janela de oportunidade” que precede a correria de final de semestre, e, portanto, gerou um atraso na coleta. Ao invés desse corpo de dados, levei comigo um conjunto de perguntas, pensamentos soltos baseados em dados de observação e em uma revisão de literatura (a lista da literatura em português está compartilhada aqui) e a apresentação que já mencionei.

A parte mais valiosa da visita foi, definitivamente, a oportunidade de conversar em grupo e separadamente com os pesquisadores da equipe (e a Alannah, Fellow, como eu). Assim foi possível não somente trocar informações sobre nossos respectivos interesses e projetos, mas, também, identificar sinergias e possibilidades para futuras colaborações.

Foi uma visita bastante intensiva (e intensa), mas, mesmo assim, consegui também rever colegas de trabalho de outras áreas da universidade e velhos amigos, incluindo a Ale Okada. Participei de uma reunião de seu grupo de pesquisa, quando ela me entregou uma cópia impressa do livro Recursos Educacionais Abertos e Redes Sociais, e tivemos duas longas conversas sobre REA, Tecnologia Educacional e pesquisa nessas áreas.

Agora, mãos à obra para organizar o material preliminar que combinei de compartilhar com a equipe do OERRH! Em breve atualizarei também nossa página relativa a projetos, e, à medida em que as coisas forem progredindo, irei publicando detalhes por aqui.

Novo blog: Ateliê de Pesquisa

mosaicoA Linha TICPE, que mantém o blog Diálogos sobre TIC e Educação, se uniu à Linha PGFE (Políticas, Gestão e Formação de Educadores) para criar um novo sítio de compartilhamento de Recursos Educacionais Abertos o site Ateliê de Pesquisa.

Pretendemos usar o Ateliê não somente como um espaço para trabalhar com nossos alunos, mas também como um repositório de REA relativos ao trabalho de formação de pesquisadores em Educação que fazemos no PPGE/UNESA. Gostaríamos, também, de construir um espaço de interação com colegas e com quem mais encontrar novos usos para as ideias e recursos compartilhados.

No momento de lançamento do blog, divulgamos materiais produzidos por nós e nossos orientandos, mas esperamos publicar também, em breve, materiais criados por/com colaboradores que venham a se interessar em trabalhar conosco. 

Clique aqui para acessar a homepage do blog.

Clique aqui para saber mais sobre a nossa proposta.